Advogado de Marcinho alega que jogador não prestou socorro após atropelamento 'por temer linchamento'

Marcos Nunes
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Domingos Peixoto / Agência O Globo

RIO — O advogado Gabriel Habib, que atua na defesa do ex-lateral do Botafogo Márcio Almeida de Oliveira, o Marcinho, defendeu que "por temer um linchamento", o jogador não socorreu as vítimas de um atropelamento causado por ele no último dia 30. Marcinho admitiu nesta segunda-feira, durante depoimento prestado na 42ª DP, que era ele quem dirigia o carro importado envolvido no acidente que causou a morte do professor Alexandre Silva Lima no Recreio do Bandeirantes, na Zona Oeste do Rio.

— Foi um acidente, foi inevitável. O casal atravessou fora da faixa de pedestre. Estava escuro e ele não conseguiu desviar a tempo. O Márcio é uma pessoa pública e sofre muitas ameaças por parte da torcida do Botafogo. Ele ficou apavorado! As pessoas começam a aglomerar em torno do carro e ele ficou medo de um linchamento — disse o advogado.

Marcinho deixou a delegacia sem falar com os jornalistas. Além do jogador, Sérgio de Oliveira, pai do atleta, também foi ouvido pela polícia. O delegado Alan Luxardo, da 42ªDP, por enquanto trabalha com a hipótese de crime de homicídio culposo, quando não há intenção de matar. Luxardo deve receber ainda nesta segunda-feira imagens de câmeras de segurança que podem ter flagrado o atropelamento. Ainda segundo o delegado, testemunhas do fato também deverão ser ouvidas nos próximos dias.

A professora Marcia Cristina José Soares, que sobreviveu ao acidente, deverá prestar depoimento tão logo houver melhora no seu estado de saúde. Ela continua internada com fratura nas duas pernas.