Advogados de Assange pedem liberdade sob fiança em Londres

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O fundador do WikiLeaks Julian Assange na embaixada do Equador em Londres, em 19 de maio de 2017

Os advogados de Julian Assange, que o Reino Unido se recusou na segunda-feira a extraditar para os Estados Unidos pelo temor de que cometa suicídio, pedem nesta quarta-feira à justiça britânica a liberdade sob fiança do fundador do WikiLeaks.

Dois dias depois de sua primeira vitória judicial, o australiano, de 49 anos, que a justiça dos Estados Unidos deseja julgar por espionagem após a publicação de quase 700.000 documentos militares e diplomáticos secretos, compareceu novamente ao tribunal.

Assange está preso na penitenciária de segurança máxima de Belmarsh desde sua detenção em abril de 2019 na embaixada do Equador em Londres, onde passou sete anos refugiado.

A audiência começou pouco depois das 10h00 (7H00 de Brasília) no tribunal londrino de Magistrados de Westminster.

Como argumento contra a libertação sob fiança, a Promotoria afirma que Assange tem "recursos" para fugir e destacou a oferta de asilo político feita na segunda-feira pelo presidente do México, Andrés Manuel López Obrador.

No mesmo dia, alegando o risco de suicídio do fundador do WikiLeaks caso fosse enviado ao sistema penitenciário americano, a juíza britânica Vanessa Baraitser decidiu não extraditar Assange aos Estados Unidos.

Após a decisão, as autoridades americanas notificaram o tribunal sobre a intenção de apelar. Porém, à espera do resultado, o sistema de justiça britânico deve decidir se vai libertar Assange sob fiança ou mantê-lo na penitenciária.

Quando se refugiou na embaixada equatoriana em 2012, o australiano violou uma liberdade sob fiança imposta pela justiça britânica enquanto aguardava a análise do pedido de extradição da Suécia, que o solicitava por suspeitas de estupro, acusações que foram arquivadas desde então.

acc/mar/fp