Advogados de Caboclo protocolam defesa na Comissão de Ética sobre acusação de assédio

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Os advogados do presidente afastado da CBF, Rogério Caboclo, protocolaram na noite desta quarta-feira, na Comissão de Ética da entidade, a defesa por escrito do dirigente no caso de suposto assédio a uma funcionária. O análise e o parecer sobre o posicionamento de Caboclo não tem prazo para ser divulgado.

Na última quinta-feira, a direção da CBF decretou o afastamento de Caboclo por mais 60 dias, mas depois a medida foi revogada pelo presidente interino, Antônio Carlos Nunes. No sábado, a comissão de ética decidiu ampliar a suspensão do dirigente pelos mesmos dois meses.

Os três membros do Conselho Fiscal da CBF — até então considerados aliados de Rogério Caboclo — enviaram uma carta ao presidente da Comissão de Ética, Carlos Renato Ferreira, apoiando a decisão do órgão de afastar Caboclo da presidência da entidade. Ele é acusado por uma ex-funcionária de a ter assediado moral e sexualmente, o que nega.

Os conselheiros Antônio Carlos de Oliveira Coelho, Arthur Carlos Briquet Junior e Marco Antônio Russo afirmaram no documento, enviado nesta segunda-feira ao presidente da Comissão de Ética, que "o futebol brasileiro não tolera mais o racismo. O futebol brasileiro não tolera mais o preconceito e a discriminação. O futebol brasileiro não pode mais tolerar o assédio e a misoginia".

O trio também alegou no documento que “nesse momento em que a CBF atravessa a maior crise de seus 107 anos de existência, não poderíamos nos furtar do exercício escorreito de nosso mister na condição de Conselheiros Fiscais desta instituição, que certamente há de corrigir por seus poderes internos desvios de conduta inaceitáveis e seguirá seus passos para o futuro trilhando os caminhos do respeito ao próximo, do respeito às instituições e, principalmente, da dignidade da pessoa humana”.

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