Advogados pedem impeachment de Ibaneis após atos golpistas em Brasília

***ARQUIVO*** BRASÍLIA, DF,  BRASIL,  22-04-2020, Coletiva de imprensa no Palácio do Planalto para tratar do combate ao Coronavírus. O  governador do DF Ibaneis Rocha. (Foto: Pedro Ladeira/Folhapress)
***ARQUIVO*** BRASÍLIA, DF, BRASIL, 22-04-2020, Coletiva de imprensa no Palácio do Planalto para tratar do combate ao Coronavírus. O governador do DF Ibaneis Rocha. (Foto: Pedro Ladeira/Folhapress)

BRASÍLIA, DF (FOLHAPRESS) - O Coletivo de Advocacia em Direitos Humanos (CADHu) ingressou com um pedido de impeachment contra o governador do Distrito Federal, Ibaneis Rocha (MDB). Eles querem ainda que seja instaurado processo para apurar possíveis crimes de responsabilidade do governador.

O documento foi enviado na noite deste domingo (8), após os atos golpistas em Brasília, ao deputado Wellington Luiz (MDB), presidente da Câmara Legislativa do Distrito Federal (CLDF).

O texto do coletivo cita reportagem da coluna Mônica Bergamo, do jornal Folha de S.Paulo, que revelou que a Secretaria de Polícia do Senado Federal entrou em contato no sábado (7) com a Secretaria de Segurança Pública do Distrito Federal para pedir um reforço policial em torno do Parlamento.

O pedido, porém, foi solenemente ignorado, e nada foi feito pelo Governo do Distrito Federal.

"O governador denunciado é a autoridade que, por lei, deveria ter agido para impedir os propósitos violentos e reprimi-los, uma vez deflagrados. E, obviamente, não o fez", diz o texto enviado pelo CADHu.

E segue: "Os fatos todos indicam que o governador denunciado não adotou as providências de sua competência para impedir ou frustrar a execução de crimes contra a segurança interna do país e a estabilidade das instituições democráticas. Tais condutas podem representar a prática de crime de responsabilidade"

Ibaneis gravou um vídeo para pedir desculpas ao presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) pelos atos de terrorismo deste domingo.

A leniência das forças de segurança do DF permitiram que apoiadores do ex-presidente Jair Bolsonaro (PL) praticassem ações de vandalismo nas sedes dos Três Poderes.

O chefe do Executivo da capital federal admitiu que estava monitorando a situação e que nunca esperou que ela chegasse a esse ponto. Ele disse que os manifestantes são "verdadeiros vândalos, verdadeiros terroristas".

O ministro da Justiça e Segurança Pública, Flávio Dino, disse que cerca de 200 pessoas foram presas e 40 ônibus apreendidos. A informação foi passada em entrevista coletiva, na noite deste domingo.