Aeroporto de Santiago irá usar hidrogênio verde a partir de 2025

O Aeroporto de Santiago se tornará em 2025 o primeiro da América Latina a utilizar hidrogênio verde em suas operações terrestres, visando a receber aeronaves com emissão zero de CO2 até 2035.

Com a assinatura de um memorando de entendimento entre as empresas chilenas Colbún, Copec e a concessionária Nuevo Pudahuel, e as francesas Air Liquide, Groupe ADP e Vinci Airports, o terminal de Santiago terá sua própria produção de hidrogênio verde para a operação de seus veículos.

O aeroporto internacional de Santiago "se coloca na vanguarda como o primeiro terminal aéreo da América Latina a querer implementar o hidrogênio verde em suas operações aeroportuárias", disse o gerente-geral da concessionária do aeroporto, Xavier Lortat-Jacob.

A experiência já foi satisfatória em aeroportos como o francês de Paris-Orly, onde a produção própria de hidrogênio verde serve de combustível para a operação do terminal.

O hidrogênio como combustível é gerado por meio de um processo de eletrólise (água e eletricidade). Torna-se “verde” se a eletricidade necessária para o processo for obtida através de energias renováveis que não gerem poluição no processo.

A Colbún ficará responsável pela construção da infraestrutura necessária com "painéis fotovoltaicos para autogeração tanto em telhados como em terrenos adjacentes ao aeroporto", explicou à AFP o gerente-geral da empresa, José Ignacio Escobar.

Já a Air Liquide converterá essa eletricidade limpa em hidrogênio verde e a Copec, por sua vez, será encarregada de distribuí-la aos veículos, para que até 2035 possa abastecer também aeronaves com combustíveis com zero emissão de CO2.

"Há dois anos, a Airbus anunciou que colocaria no mercado um avião de zero emissões em 2035. É um avião mais curto que o A220 que já temos em uso na frota, para aproximadamente 100 passageiros e (com capacidade de percorrer) até pouco menos de 1.000 km. O objetivo que temos no momento é poder certificar o primeiro avião até 2035", afirmou à AFP o gerente-geral da companhia no Chile, Jérôme Ronssin.

“Acreditamos que o hidrogênio (verde), direta ou indiretamente, desempenhará um papel nessa necessidade de mudança tecnológica para atingir nosso objetivo de ter uma frota de aeronaves que produza zero emissões de CO2”, disse Ronssin.

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