Aeroportos de SP e RJ adotam embarque digital com biometria facial

Apesar de prática, biometria pode trazer riscos (Getty Image)
Apesar de prática, biometria pode trazer riscos (Getty Image)
  • Governo federal anunciou a implementação do sistema de biometria na quarta-feira (10)

  • Medida vale apenas para a ponte aérea entre São Paulo e Rio de Janeiro

  • A biometria facial já foi alvo de críticas em outras ocasiões

Nesta quarta-feira (10) os aeroportos Santos Dumont, no Rio, e de Congonhas, em São Paulo, começaram a oferecer a possibilidade de embarque totalmente digital, através do reconhecimento facial biométrico.

A fase a tecnologia está sendo testada na ponte áerea Rio-São Paulo. O governo federal diz que o Brasil é o primeiro país a aderir à tecnologia. A as instalações estejam concluídas até o final de agosto.

Os passageiros que optarem pelo embarque biométrico precisarão ter o rosto reconhecidos pelo sistema no check-in. Ainda é preciso realizar o acesso às salas de embarque e aeronaves por meio de totens de leitura biométrica e catracas automáticas. Vale lembrar que os procedimentos tradicionais continuam disponíveis para os clientes das companhias aéreas.

"Durante os testes, foram medidos indicadores – como redução no tempo em filas – durante os acessos à sala de embarque e à aeronave. Com a biometria, o tempo médio do embarque caiu de 7,5 para 5,4 segundos por passageiro, correspondendo a um ganho de 27% no tempo de processamento do embarque de mais passageiros", afirma o Ministério da Economia.

Os perigos da medida

Apesar de apresentar uma suposta agilidade nos processos de embarque, a tecnologia já foi alvo de críticas quando implementada em outros cenários.

Existem indícios de que o uso indevido ameaça liberdade individual. No passado, a utilização da biometria facial para detecção de reações no metrô de São Paulo coletou dados dos passageiros sem o consentimento dos usuários.

As implicações éticas ainda se estendem ao uso impreciso ou discriminatório do recurso. O sistema do estado do Rio de Janeiro, por exemplo, falhou ao confundir uma mulher inocente que caminhava nas ruas de Copacabana com uma pessoa que estava presa.