Afeganistão: após forte terremoto, desafio agora é ajudar feridos e desabrigados

As equipes de resgate encerraram nesta sexta-feira (24) as buscas meio aos escombros deixados pelo terremoto que atingiu o sudeste do Afeganistão na última quarta-feira (22). O socorro para os sobreviventes chegava com dificuldade. O último balanço era de pelo menos mil mortos.

Com nossa correspondente especial na província de Paktika, Sonia Ghezali

O regime talibã, sobrecarregado, pede ajuda à comunidade internacional diante da escala da destruição - 1,5 mil casas atingidas - e da falta de produtos de necessidade básica no local.

Dois dias após o terremoto mais mortal dos últimos 20 anos no Afeganistão, que atingiu a magnitude de 5,9, a população da província de Paktika acordou esta manhã com novos tremores, mais leves. Por duas vezes, a terra tremeu por alguns segundos.

Esses pequenos abalos em nada lembram o violento tremor que a população sentiu há duas noites nessa província. E é sob os estragos causados pelo terremoto que vivem centenas de pessoas, que perderam suas casas construídas com terra, que desabaram na noite de quarta-feira.

Os moradores dos vilarejos passam a noite ao relento, sem comida, água, cobertores ou abrigos de emergência, em uma região montanhosa onde as noites são frias e úmidas. Ajudar essas populações atingidas pelo desastre é agora uma questão de urgência. Mas levar essa ajuda é um outro desafio nessa área de difícil acesso com montanhas íngremes.

Todos os feridos foram transportados de avião para hospitais provinciais. A urgência agora é socorrer as populações afetadas que retornaram às suas aldeias e cujas casas foram destruídas.


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