Afeganistão: nem talibãs conseguem acesso ao local de terremoto que deixou mais de mil mortos

A ajuda começou a chegar nesta quinta-feira (23) em uma parte remota do Afeganistão, onde um terremoto perto da fronteira com o Paquistão na quarta-feira (22) deixou mais de mil pessoas mortas, mas condições de acesso difíceis estão atrapalhando os esforços de resgate em um país que já enfrenta uma grave crise humanitária. "Não podemos alcançar a área, as redes de telefonia são muito fracas", disse Mohammad Ismail Muawiyah, o principal comandante talibã na província de Paktika.

Cerca de 1.000 pessoas haviam sido resgatadas até a manhã desta quinta-feira (23) nas diversas áreas afetadas pelo terremoto, disse Sharafat Zaman, porta-voz do Ministério da Saúde, à agência Reuters. "A ajuda chegou na área e continua, mas é preciso mais", disse ele. Em Gayan, uma cidade próxima ao epicentro do terremoto, a maioria dos edifícios foi danificada ou desabaram completamente, segundo relatos dos repórteres da Reuters.

A operação de resgate será um grande teste para o talibã, que tomou o poder no Afeganistão em agosto passado, quando aconteceu a retirada das forças internacionais lideradas pelos EUA, após duas décadas de guerra.

"Nossas equipes estão em uma área montanhosa de difícil acesso sem cobertura de rede. As necessidades mais urgentes são abrigo de emergência, artigos não alimentícios, alimentos, mas também acesso a instalações de saúde, água e saneamento", sublinhou. Segundo ela, "os recursos no terreno são muito inadequados. Há vários desafios: o primeiro é o acesso às áreas afetadas. A infraestrutura local é precária ou inexistente. Não há redes [de comunicação], portanto, manter contato com as equipes no local é difícil. Obter equipes de socorro e ajuda para a área levará tempo", avaliou Bajer.

(RFI com agências)


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