Afeganistão: o drama de famílias que vendem suas filhas para não passar fome

O Afeganistão está mergulhado numa grave crise financeira e humanitária. O congelamento de bilhões de ativos mantidos no exterior e a diminuição da ajuda internacional mergulharam a população numa precariedade extrema. Quase 95% dos afegãos não comem o suficiente e esse percentual chega a quase 100% para os domicílios chefiados por mulheres. Cerca de 23 milhões de pessoas sofrem de fome aguda no país.

Com informações da correspondente da RFI no Afeganistão e enviada especial à província de Herat, Sonia Ghezali

Em Shahrak-e-Sabz, um assentamento informal para refugiados na província de Herat, muitas crianças estão desnutridas. As milhares de famílias que vivem em casas de barro fugiram de suas aldeias atingidas pela seca ou pela guerra que devastou o país, há mais de um ano. O líder da comunidade acredita que a situação piorou desde que o Talibã assumiu o poder.

“Aqui, as pessoas têm muitas dificuldades. Não há trabalho. Muitas pessoas vendem suas filhas de 10, 11 anos. Há muitos casamentos forçados aqui. Muitos vendem seus rins também. As pessoas estão com fome, não têm dinheiro para alimentar suas famílias. Elas não têm escolha”, diz.

Uma menina de 9 anos por € 1.000


Leia mais

Leia também:
Estudantes manifestam contra fechamento das escolas no Afeganistão
Dia Internacional da Mulher: o medo domina o cotidiano das mulheres no Afeganistão
Afeganistão: crianças são alvo de ataques a bomba em escola de Cabul

Nosso objetivo é criar um lugar seguro e atraente onde usuários possam se conectar uns com os outros baseados em interesses e paixões. Para melhorar a experiência de participantes da comunidade, estamos suspendendo temporariamente os comentários de artigos