Agência da ONU pede US$ 1,6 bilhão para palestinos em 2023

A Agência das Nações Unidas de Assistência aos Refugiados Palestinos (UNRWA), uma organização permanentemente deficitária, lançou nesta terça-feira (24) um apelo para arrecadar aproximadamente 1,6 bilhão de dólares (1,47 bilhão de euros) neste ano.

Do total, US$ 848 milhões são destinados para manter serviços básicos, como a saúde e educação. Outros US$ 781,6 milhões serão aplicados em operações de emergência em Gaza, Cisjordânia, Jordânia, Síria e Líbano.

"A UNRWA continua desempenhando um papel indispensável na vida de milhões de refugiados palestinos. Nos esforçamos para manter a entrega de serviços básicos em um contexto financeiro e político incrivelmente difícil", explica o comissário-geral da organização, Philippe Lazzarini, em uma declaração.

"Os refugiados palestinos - uma das comunidades mais carentes da região - estão enfrentando desafios sem precedentes e dependem cada vez mais da UNRWA para serviços básicos e, em alguns casos, para sobreviver", afirma Lazzarini.

De acordo com a organização, a maior parte dos refugiados palestinos vive atualmente abaixo da linha da pobreza e muitos dependem da ajuda fornecida pela ONU.

A organização afirma que um déficit se acumulou ao longo de 2022 por conta de um "financiamento insuficiente, das várias crises mundiais, da inflação, interrupção na cadeia de fornecimento, dinâmica geopolítica e do aumento vertiginoso nos níveis de pobreza e desemprego entre os refugiados palestinos".

Formada em 1949, um ano após a criação do Estado de Israel, a UNRWA trabalha para ajudar os mais de 750.000 palestinos que fugiram ou foram expulsos na guerra de 1948, assim como seus descendentes.

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