Agência de direitos humanos da ONU expressa preocupação com princesa de Dubai

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ZURIQUE (Reuters) - A agência de direitos humanos da Organização das Nações Unidas (ONU) disse nesta sexta-feira que pediu aos Emirados Árabes Unidos mais informações sobre a situação de Sheikha Latifa, de Dubai, e provas de que ela está viva.

Na terça-feira, o programa investigativo da BBC Panorama publicou um vídeo que disse ser de Latifa, uma das filhas do governante de Dubai, no qual ela diz estar sendo retida contra a vontade em uma vila fortificada.

"Sou uma refém, e esta vila foi convertida em uma prisão", disse Latifa, de 35 anos, no vídeo. A Reuters não conseguiu verificar de forma independente onde e quando ele foi feito.

"Manifestamos nossas preocupações com a situação à luz dos indícios de vídeo perturbadores que emergiram nesta semana. Solicitamos mais informações e esclarecimentos sobre a situação atual de Sheikha Latifa", disse Liz Throssell, porta-voz do Escritório do Alto Comissário das Nações Unidas para os Direitos Humanos, em uma entrevista coletiva virtual em Genebra.

A agência fez contato com a missão permanente do país em Genebra na quinta-feira, disse ela.

"Dadas as preocupações sérias com Latifa, solicitamos que a resposta do governo venha como uma questão prioritária... de fato, pedimos provas de vida", acrescentou ela, dizendo ainda que a agência continuará a monitorar a situação atentamente.

O escritório de mídia do governo de Dubai e o Ministério das Relações Exteriores dos Emirados não responderam de imediato a um pedido de comentário nesta sexta-feira.

(Por Michael Shields)