Agência Europeia de Medicamentos fará revisão contínua da pílula anticovid da Merck

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Funcionários caminham em frente a uma placa do laboratório americano Merck Sharp & Dohme (MSD), na área externa de um edifício da empresa em Summit, Nova Jersey, em 2 de outubro de 2013 (AFP/Kena Betancur)

A Agência Europeia de Medicamentos (EMA) declarou nesta terça-feira (5) que pode começar em questão de dias a avaliação de um comprimido produzido pelo laboratório americano Merck contra a covid-19, abrindo caminho para um possível pedido de autorização na União Europeia.

"Planejamos lançar uma revisão contínua deste composto nos próximos dias", disse Marco Cavaleri, chefe da estratégia de vacinas da EMA.

A Merck afirmou na semana passada que, de acordo com um ensaio clínico, seu medicamento - denominado molnupiravir - reduziu pela metade os riscos de hospitalização e morte de pacientes afetados com covid-19, o que representaria um grande avanço na luta contra a pandemia.

A EMA, com sede em Amsterdã, soube dos "primeiros resultados divulgados pela empresa" sobre esse novo medicamento, acrescentou Cavaleri em coletiva de imprensa.

Este laboratório americano anunciou na sexta-feira que planeja pedir aos Estados Unidos autorização para comercializar a pílula em breve.

O ensaio clínico da Merck e sua parceira Ridgeback Biotherapeutics foi conduzido em 775 pessoas reconhecidas como casos leves a moderados de covid-19, com pelo menos um fator de risco agravante. Eles receberam o tratamento cinco dias após o aparecimento dos primeiros sintomas.

A taxa de hospitalização ou morte em pacientes que receberam o medicamento foi de 7,3%, em comparação com 14,1% entre aqueles que receberam placebo.

Nenhuma morte foi encontrada em pessoas tratadas com molnupiravir, em comparação com oito falecimentos no segundo grupo.

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