Agência reguladora dos EUA, FDA aprova vacina da Pfizer para crianças dos 5 aos 11 anos

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A FDA, agência regulatória dos Estados Unidos, aprovou nesta sexta-feira o uso emergencial da vacina da Pfizer contra Covid-19 para crianças dos 5 aos 11 anos. A expectativa é que a decisão dê início a um efeito cascata na vacinação de crianças em todo o mundo.

A Pfizer anunciou na quarta-feira que pedirá aprovação da vacina para crianças de 5 a 11 anos no Brasil. A solicitação será enviada à Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa) no próximo mês. A data, porém, ainda não foi definida.

Na terça-feira, painel composto por consultores independentes da Food and Drug Administration decidiu que as evidências científicas disponíveis atualmente comprovam que os benefícios da vacina para essa faixa etária superam os riscos. O resultado da votação foi: 17 votos a favor e uma abstenção. Faltava a determinação final, que saiu nesta sexta.

Em seguida, outra agência federal, os Centros de Controle e Prevenção de Doenças (CDC) dará seu parecer sobre o assunto. Se tudo correr bem, esse podera ser o primeiro imunizante de uso pediátrico autorizado no país e beneficiar 28 milhões de crianças dessa faixa etária a partir do início de novembro.

Apoio dos especialistas

Para infectologistas e pediatras, a extensão da imunização abaixo dos 12 anos é uma notícia extraordinária. Crianças e adolescentes correspondem a 32% da população mundial e um quarto da população do Brasil. Só os pequenos representam 8,5% dos brasileiros. Assim, é difícil pensar em proteção coletiva se esse grupo ficar de fora.

Embora elas não adoeçam como os adultos, as hospitalizações e mortes são uma realidade para milhares. No Brasil, crianças e adolescentes respondem por menos de 2% das hospitalizações e 0,35% do total de óbitos por Covid. Pode parecer pouco, mas não é, como reforça Renato Kfouri, presidente do Departamento de Imunizações da Sociedade Brasileira de Pediatria.

— Não podemos cair na armadilha de pensar que é pouca coisa porque, em um universo de 600 mil óbitos, são mais de 2.400 crianças e adolescentes mortos. É mais do que todas as mortes causadas por doenças preveníveis por vacinação, como gripe, hepatite, coqueluche, diarreia, febre amarela e tantas outras, que não somam mil mortos — alerta o médico que destaca outros riscos: — A Covid longa na população pediátrica é uma questão. Cerca de 15% mantem sintomas por cinco semanas, como perda de olfato, cefaleia, distúrbios de concentração e de sono, além da síndrome inflamatória multissistêmica, com letalidade de 7%. São complicações importantes.

Depois da Pfizer mostrar 90,7% de eficácia contra hospitalizações e mortes, a Moderna também anunciou nesta semana “uma forte resposta imunológica (...) um mês depois da segunda dose e um perfil de segurança favorável com meia dose de sua vacina para a faixa dos 6 a 11.

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