Agência de telecomunicações dos EUA lança departamento espacial

Por David Shepardson

WASHINGTON (Reuters) - A Comissão Federal de Comunicações (FCC) quer criar um departamento espacial para lidar com cada vez mais lançamentos de satélites e questões políticas, disse a presidente da agência reguladora de telecomunicações dos EUA, Jessica Rosenworcel.

A FCC planeja reestruturar o gabinete internacional em um novo escritório espacial e de assuntos internacionais.

"A indústria de satélites está crescendo a um ritmo recorde, mas aqui em terra nossas estruturas regulatórias para licenciá-los não acompanharam o ritmo", disse Rosenworcel nesta quinta-feira. Ela afirmou que nos últimos dois anos a agência recebeu pedidos para 64 mil novos satélites e que o investimento privado no espaço em 2021 somou 10 bilhões de dólares.

"Ao contrário da primeira era espacial, esta não se limita às proezas das superpotências políticas", disse ela.

Rosenworcel também observou que em 2021 a FCC viu um aumento de oito vezes nos pedidos para operação de estações terrestres que conectam serviço de satélite fixo, além de pedidos para "novas atividades espaciais, como aterrisadores lunares, rebocadores espaciais que podem implantar outros satélites e redes de antenas espaciais que podem retransmitir comunicações".

A FCC, acrescentou ela, está "trabalhando para atualizar as regras, aumentar o quadro de pessoal e acelerar o processo de licenciamento de satélites. Também estamos disponibilizando mais espectro para alimentar nossas ambições espaciais."

Em setembro, a FCC aprovou novas regras para lidar com os riscos crescentes de detritos orbitais da exploração do espaço, diminuindo o tempo de remoção de satélites no fim da vida útil.

A FCC calcula que dos 10 mil satélites lançados desde 1957, mais da metade não está mais funcionando. "Satélites extintos, núcleos de foguetes descartados e outros detritos agora preenchem o ambiente espacial, criando desafios para missões atuais e futuras", disse a FCC.