Agente penitenciário morre após reagir a roubo quando chegava em casa em SP

ALFREDO HENRIQUE
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SÃO PAULO, SP (FOLHAPRESS) - Um agente penitenciário de 41 anos morreu após reagir a um assalto quando chegava em casa, por volta das 21h deste sábado (9), no Campo Limpo (zona sul da capital paulista). Os dois suspeitos pela morte de Adriano Alves Koch não haviam sido presos até a publicação desta reportagem. Um outro latrocínio (roubo com morte) vitimou um bancário, quando ele trafegava com uma moto de luxo, também na noite deste sábado, em São Bernardo do Campo (ABC). Um motorista de aplicativo de 56 anos, que levou o agente penitenciário do trabalho, na Grande São Paulo, até a casa da vítima, afirmou em depoimento que ele foi abordado pelos dois criminosos assim que desembarcou do carro de aplicativo. O agente teria reagido, mas acabou ferido pelos ladrões, que pegaram sua pistola calibre 380, quando a vítima estava caída no chão, além de cartões bancários, documentos e R$ 100 do motorista de aplicativo. A dupla fugiu a pé. O carro que levou o agente até sua casa foi perfurado por tiros no vidro traseiro e também no teto. Ferido com ao menos três tiros, o agente penitenciário foi encaminhado ao Hospital do Campo Limpo, onde morreu. O motorista de aplicativo não se feriu. A ocorrência foi registrada como latrocínio (roubo com morte) no 47º DP (Capão Redondo), que trabalha para identificar os suspeitos. Segundo Sifuspesp (Sindicato dos Funcionários do Sistema Prisional do Estado de São Paulo) o agente Adriano Alves Koch trabalhava na penitenciária Adriano Marrey, em Guarulhos (Grande São Paulo), de onde saiu instantes antes de ser abordado e morto pelos bandidos. A entidade afirmou que os familiares do agente penitenciário não têm condições para custear o sepultamento de Koch, que deve ocorrer em Avaré (267 km de SP). O agente penitenciário era divorciado e deixa três filhos. A Secretaria da Administração Penitenciária, gestão João Doria (PSDB), não havia se manifestado sobre a morte do servidor, nem sobre eventuais auxílios aos familiares do funcionário público, até a publicação desta reportagem.