Agente penitenciário que matou militante do PT já foi preso por ofender PMs

Jorge Jose da Rocha Guaranho matou um militante do PT, Marcelo Arruda, no último sábado (9) — Foto: Reprodução/Redes sociais
Jorge Jose da Rocha Guaranho matou um militante do PT, Marcelo Arruda, no último sábado (9) — Foto: Reprodução/Redes sociais

Jorge José da Rocha Guaranho, o agente penitenciário que matou o militante do PT Marcelo Arruda, já havia sido detido em 2018, quando ofendeu policiais militares no Rio de Janeiro. A informação é da CNN Brasil.

O processo tramitou sob segredo de Justiça no estado do Paraná e, depois, o caso foi arquivado. Uma das pessoas que presenciou o ocorrido disse à emissora que, na ocasião, Guaranho estava tão bêbado que “mal parava em pé”.

O caso ocorreu em 25 de junho de 2018. Policiais militares teriam sido acionados para verificar uma ocorrência na cidade de Guapimirim, região metropolitana do Rio de Janeiro. No local, havia uma festa e Jorge José, que estava lá, avançou contra os PMs. Apesar de ser agente penitenciário federal, ele se apresentou como policiais federal e mandou as autoridades embora.

O relato, obtivo pela CNN Brasil, descreve que Jorge José ofendeu um dos oficias, que era capitão da PM, além de um soldado. Jorge José teria chamado ambos de “policiais de merda”. Ele foi algemado pelos policiais.

A ocorrência foi registrada como desacato na 59ª Delegacia Policial do Rio de Janeiro.

Assassinato de Marcelo Arruda

O guarda municipal Marcelo Arruda foi morto com dois tiros de arma de fogo, neste sábado (9), em Foz do Iguaçu, no oeste do Paraná. O homem celebrava seu aniversário de 50 anos, cuja temática era o PT, quando o agente penitenciário Jorge José da Rocha Guaranho invadiu a festa e abriu fogo. Guaranho foi baleado e encaminhado para o hospital.

A Polícia Civil investiga se o crime foi motivado por discordância política. A festa de Arruda tinha como temática o PT (Partido dos Trabalhadores) e o salão de festas da ARESF (Associação Recreativa Esportiva Segurança Física de Itaipu) estava enfeitado com balões vermelhos e imagens do ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva. O autor do crime gritou palavras de apoio ao presidente Jair Bolsonaro (PL).

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