Aglomeração em NY dá ares de normalidade a Ano-Novo em meio a recorde de casos de Covid

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NOVA YORK, EUA (FOLHAPRESS) - Na quinta-feira (30), a cidade de Nova York bateu seu recorde de novos casos de Covid, com mais de 40 mil registros. Mas quem anda pelas vias turísticas da cidade tem a impressão de que a vida está quase normal: as calçadas estão cheias e em vários pontos multidões se formam para ver as luzes de Natal, tirar fotos e fazer compras.

A cidade realiza uma festa da virada nesta sexta-feira (31), na Times Square, para 15 mil pessoas, que precisarão apresentar comprovante de vacinação e usar máscaras. O público total foi reduzido, mas a prefeitura manteve o evento mesmo diante do aumento de casos, como uma tentativa de afirmar que a cidade segue aberta ao turismo e aos negócios.

O prefeito Bill de Blasio, em suas últimas horas no cargo antes da posse de Eric Adams, vendeu seu peixe em entrevista à TV NBC. "Queremos mostrar que estamos indo para a frente e queremos mostrar ao mundo que a cidade de Nova York está abrindo caminho e lutando. É muito importante não desistir", disse.

A estratégia de atrair visitantes deu certo. Na noite de quinta (30), mal era possível circular pelas calçadas ao redor da árvore de Natal do Rockfeller Center, onde fica a pista de patinação no gelo mais famosa da cidade --e, por consequência, dos EUA.

Dezenas de pessoas buscavam um espaço para tirar fotos, sem se preocupar com as recomendações de distanciamento para evitar contágios. Perto dali, outra aglomeração se formava para ver as luzes de Natal na fachada da loja Saks, uma das mais luxuosas da Quinta Avenida.

Mais de 50 pessoas esperavam para subir no mirante Top of the Rock. E outras filas se formaram para entrar na joalheria Cartier, para comer um lanche no carrinho de rua The Big Halal e para usar o banheiro da loja Macy's. Em nenhum desses pontos da cidade-símbolo dos EUA parecia haver preocupação com o distanciamento social.

Na Times Square, o ponto mais importante da festa da virada, uma grande área foi cercada com grades para a montagem dos palcos. Com isso, restou ainda menos espaço para a multidão, que se congestionava nas calçadas, iluminadas pelos telões com anúncios. E havia mais aglomerações para fazer fotos da bola de luzes coloridas, que fica no topo de um prédio e, tradicionalmente, simboliza a chegada do novo ano.

Perto dos palcos, uma tenda que oferecia testes grátis de Covid seguiu em operação até a noite. A cidade aumentou bastante o número de postos em relação ao mês passado. Com isso, havia pouca espera para fazer o exame, diferentemente da semana do Natal, quando houve longas filas no aguardo dos testes.

Os 40.856 casos confirmados na quinta-feira são a maior marca para a cidade de Nova York desde o começo da pandemia. O total de mortes pela doença segue estável, com média de 28 por dia. Um ponto que preocupa, no entanto, é que o total de resultados positivos vem subindo. Nos últimos sete dias, 26 de cada 100 testes deram resultado positivo. Nas semanas anteriores, esse número era de 16 para 100.

Nas ruas, também fica evidente que há mais pessoas usando máscaras, algo raro no começo de dezembro. O que se vê é mais ou menos metade das pessoas com o rosto coberto nas áreas mais congestionadas. O item de proteção não é exigido ao ar livre, mas segue obrigatório no transporte público. E cada estabelecimento tem autonomia para decidir sobre a exigência da máscara.

Para conter a pandemia, a prefeitura determinou que restaurantes só atendam clientes vacinados com ao menos uma dose. Alguns deles, no entanto, não estão recebendo ninguém. "Devido à extrema alta nos casos de Covid, decidimos fechar este restaurante para garantir a segurança dos nossos clientes e funcionários. Reabriremos em 3 de janeiro", avisa o restaurante de carnes Mighty Queens, situado a poucas quadras do centro da festa da virada.

A tradicional descida da bola na Times Square dura 60 segundos e termina exatamente quando começa o novo ano. Antes disso, a festa desta sexta (31) terá seis horas de programação, com shows musicais e a expectativa de deixar a Covid para trás em 2022.

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