Aglomerações fazem Betim (MG) recuar na flexibilização do comércio

FERNANDA CANOFRE

BELO HORIZONTE, MG (FOLHAPRESS) - Com denúncias de aglomerações e de estabelecimentos que não estariam cumprindo as determinações de prevenção ao novo coronavírus, a Prefeitura de Betim, na região metropolitana de Belo Horizonte, recuou na flexibilização do comércio uma semana depois de liberá-la.

O decreto que entrou em ação no dia 22 de abril foi alterado por outros dois decretos que determinam fechamento de bares, proíbem consumo de bebida alcoólica em locais públicos e estabelecem multas de R$ 1 mil a R$ 50 mil para quem não cumprir regras.

O decreto anterior autorizava o retorno do comércio na cidade desde que seguidas determinações como fornecimento obrigatório de máscaras e álcool em gel e adoção de medidas para evitar aglomerações. Cinemas, teatros, boates e outros ainda estavam proibidos de abrir.

Agora, restaurantes também terão horário de funcionamento restrito (das 10h às 21h) e só poderão operar depois da assinatura do Termo de Ajustamento Municipal. Assim como igrejas e templos religiosos.

"Diante das mais de 7.000 fiscalizações realizadas, verificamos muitos abusos. Tentamos buscar uma saída harmoniosa entre a preocupação com saúde e a manutenção da renda dos comerciantes, mas, infelizmente, foi necessário endurecer novamente", afirma o procurador geral do Município, Bruno Cypriano.

Betim teve a primeira morte confirmada pelo novo coronavírus nesta quarta-feira (29). A cidade tem 16 casos confirmados. A gestão Vittorio Medioli (PSD) afirma que a situação segue sob controle, com 5% da rede de atendimento ocupada até o momento.

Minas Gerais, segundo o boletim divulgado nesta quinta pela Secretaria Estadual de Saúde, contabiliza 82 mortes e 1.827 casos confirmados do novo coronavírus.