Agora aliado, Rodrigo Garcia já disse que não daria palanque para Bolsonaro

Durante a campanha, Garcia afirmou não estar dentro de um projeto de poder nem do PT nem da família Bolsonaro. (Foto: Divulgação/Governo de SP)
Durante a campanha, Garcia afirmou não estar dentro de um projeto de poder nem do PT nem da família Bolsonaro. (Foto: Divulgação/Governo de SP)

Em agosto, durante o período de campanha, Rodrigo Garcia (PSDB), que saiu derrotado da tentativa de reeleição para o Governo de São Paulo, disse em entrevista que não daria palanque ao atual presidente da República, Jair Bolsonaro (PL).

Nesta terça-feira (4), o tucano declarou apoio ‘incondicional’ ao atual mandatário, que busca reeleição no segundo turno.

“Eu não tô aqui como candidato a governador à reeleição para dar palanque para presidente da República. Eu não fui forjado dentro de um projeto de poder PT nem de um projeto da família Bolsonaro para ser candidato a governador de São Paulo. Eu sou candidato da minha história. O meu padrinho é toda a minha história. História de acertos e erros como todos nós cometemos. Eu tenho mais de 20 anos de vida pública que as pessoas agora vão conhecer, vão avaliar, e eu não tô aqui pra defender candidato a presidente da República. Eu tô aqui para defender São Paulo, para defender aquilo que eu acredito. Porque as pessoas na hora do voto elas vão perceber o que cada um propõe e o que cada um representa", respondeu Garcia ao portal G1.

A postura mudou após o resultado das urnas no domingo, em que Bolsonaro saiu em segundo lugar para disputar a presidência com Luiz Inácio Lula da Silva (PT). O governador apareceu em agenda em São Paulo ao lado do mandatário e assumiu compromisso com ele.

"Meu apoio incondicional, meu trabalho nesse segundo turno para que o presidente Jair Bolsonaro possa se reeleger e continuar, ao lado da população, comandando o destino dessa nação", afirmou o tucano nesta terça.

A postura, no entanto, foi desautorizada pelo próprio PSDB. Segundo informações do Estadão, lideranças partidárias sequer foram informadas previamente sobre a decisão de Garcia.

O secretário-geral do PSDB de São Paulo, Carlos Balota, confirmou ao veículo que o partido não foi procurado e disse que a legenda no Estado ainda irá se reunir para tomar uma decisão oficial sobre a posição do partido em São Paulo.

A investida também já provocou, até esta quarta-feira (5), três baixas no governo paulista, com a desistência de secretários de governo: Rodrigo Maia (Projetos e Ações Estratégicas), que será substituído por Tarcila Reis Jordão; Laura Muller (Desenvolvimento Social), que passa o bastão a Célia Leão; e a economista Zeina Latif, que sai da Secretaria de Desenvolvimento Econômico, herdada por Bruno Caetano.

Qual a data do segundo turno das Eleições 2022?

O segundo turno será disputado no dia 30 de outubro, último domingo do mês. Assim como no primeiro turno, o horário em que os colégios eleitorais estarão abertos para receber os eleitores será das 8h às 17h no horário de Brasília. Locais com fuso diferentes do da capital deverão adaptar seus horários para que o encerramento em todo o país seja simultâneo.

Quais cargos serão votados no segundo turno das Eleições 2022?

Em estados nos quais houver necessidade, haverá disputa para governador. Todos os estados e o Distrito Federal votarão para presidente da República.

Veja a ordem de escolha na urna eletrônica no segundo turno das Eleições 2022

  1. Governador (dois dígitos)

  2. Presidente da República (dois dígitos)