'Agora podemos levá-los para casa e nos despedir com amor', declara esposa de Dom Phillips

A esposa do jornalista inglês Dom Phillips, Alessandra Sampaio, divulgou na noite desta quarta-feira uma declaração sobre o caso. No comunicado, ela afirmou que, embora aguarde as confirmações definitivas, o desfecho trágico coloca fim à angústia de não saber o paradeiro de Dom e do indigenista Bruno Pereira.

"Agora podemos levá-los para casa e nos despedir com amor", declarou Sapaio.

Confira na íntegra:

"Embora ainda estejamos aguardando as confirmações definitivas, este desfecho trágico põe um fim à angústia de não saber o paradeiro de Dom e Bruno. Agora podemos levá-los para casa e nos despedir com amor.

Hoje, se inicia também nossa jornada em busca por justiça. Espero que as investigações esgotem todas as possibilidades e tragam respostas definitivas, com todos os desdobramentos pertinentes, o mais rapidamente possível.

Agradeço o empenho de todos que se envolveram diretamente nas buscas, especialmente os indígenas e a Univaja. Agradeço também a todos aqueles que se mobilizaram mundo afora para cobrar respostas rápidas.

Só teremos paz quando as medidas necessárias forem tomadas para que tragédias como esta não se repitam jamais. Presto minha absoluta solidariedade com a Beatriz e toda a família do Bruno."

Os dois suspeitos presos pelo desaparecimento do indigenista brasileiro Bruno Pereira e do jornalista inglês Dom Phillips confessaram nesta quarta-feira o assassinato das vítimas. Oseney da Costa Oliveira, o Dos Santos, foi o primeiro a admitir o crime. Depois, seu irmão, Amarildo da Costa de Oliveira, conhecido como Pelado, também assumiu participação nas mortes. A polícia levou um investigado para a área de buscas pelas vítimas, que não são vistas desde o dia 5 de junho. Investigadores ligados ao caso confirmaram a informação ao GLOBO.

Phillips chegou ao Brasil em 2007 e morava em Salvador com sua mulher, Alessandra Sampaio. Neste período, ele foi colaborador de jornais como "The Washington Post", "The New York Times", "Bloomberg" e "Financial Times". Antes de se mudar para a capital baiana, o jornalista viveu no Rio e em São Paulo.

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