Agressor de Bolsonaro disse em depoimento que achava que seria morto após atentado

PM/Divulgação

O Fantástico, da TV Globo, teve acesso aos dois depoimentos prestados por Adélio Bispo de Oliveira, preso em flagrante após atacar com uma faca o presidenciável Jair Bolsonaro (PSL) na última quinta-feira (6) em Juiz de Fora (MG). 

O homem disse que teve duas motivações para atentar contra a vida do candidato: uma religiosa e uma política. Segundo ele, Deus teria mandado matar Bolsonaro e, sendo de esquerda, discordava das ideias dele. O homem se desfiliou do PSOL em 2014 porque queria ser candidato a deputado federal, mas a legenda o recusou.

Seu envolvimento com a política, no entanto, começou antes, em 2005, durante os protestos contra o Mensalão. A partir daí, começou a dar sinais de mania de perseguição, diz que passou a ser perseguido por grupos políticos e membros da maçonaria. Com medo dessas supostas perseguições, fez um curso de tiro em um clube em São José, região metropolitana de Florianópolis. Adélio afirmou que cogitou a comprar uma arma, mas não tinha dinheiro para isso.

Adélio é defendido por quatro advogados. Questionados pelo Fantástico, os defensores negaram que exista algum partido político pagando pelos serviços. Pedro Possa, um dos advogados, disse ainda que Adélio agiu sozinho desde o início, descartando o envolvimento de outras pessoas no atentado.

Fernando Magalhães, um dos defensores de Adélio, diz que ele premeditou o crime e que saiu de casa disposto a cometê-lo. “A intenção era matá-lo. Certamente”, disse.

Zanone Manuel de Oliveira Júnior, outro defensor, negou ter sido pago por alguma igreja para auxiliar Adélio.

O homem disse ainda que acreditava que seria fuzilado pela polícia depois do atentado. “Era uma missão suicida”, disse o advogado.