Agressor e namorada são processados por ataque a Cristina Kirchner

Fernando Sabag Montiel e a namorada, Brenda Uliarte, foram processados nesta quinta-feira pela tentativa de homicídio da vice-presidente argentina, Cristina Kirchner, ocorrida há duas semanas, segundo o texto da resolução judicial.

Montiel "é acusado de ter tentado matar de forma premeditada Cristina Elisabet Fernández de Kirchner, contando para isso com o planejamento e acordo prévio de Brenda e Agustina Mariel Díaz", todos presos, destacou a juíza María Capuchetti.

A juíza ainda não tomou uma decisão sobre Agustina e Nicolás Carrizo, quarto detido no caso, e ordenou a prisão preventiva dos dois processados.

A tentativa de atentado ocorreu no último dia 1º, quando Fernando Montiel, 35, conseguiu se aproximar de Cristina no momento em que apoiadores da vice-presidente a cumprimentavam em frente à sua residência, no bairro da Recoleta, em Buenos Aires.

Brenda Uliarte, 23, estava no local e se retirou depois que o namorado foi detido, segundo imagens de câmeras de vigilância. Ela foi presa três dias depois.

Fotos em que Brenda aparece segurando armas foram anexadas à resolução da juíza. Imagens de Montiel portando uma arma também foram extraídas dos celulares e redes sociais dos acusados.

- Plano homicida -

"Enviei um cara para matar Cristi (sic)", disse Brenda em mensagem à amiga Agustina na noite de 27 de agosto, segundo o jornal "Clarín", que cita os investigadores. A conversa referia-se a uma primeira tentativa de ataque contra Cristina Kirchner, cinco dias antes da tentativa fracassada, detectou-se nas conversas entre Brenda e Montiel.

Em conversa dois meses antes da tentativa de ataque, Brenda disse a Agustina: "Estou organizando para ir fazer uma bagunça na Casa Rosada com coquetéis molotov e tudo. Vou com o ferro (arma) e atiro na Cristina", assinalou Brenda, segundo a versão divulgada pela imprensa.

Cristina Kirchner mencionou nesta quinta-feira a solidariedade do Papa Francisco, seu compatriota, após ser vítima da tentativa de assassinato em Buenos Aires, da qual saiu ilesa "graças a Deus e à Virgem", manifestou.

"O Papa me telefonou bem cedo no dia seguinte e me disse algo como que os atos de ódio e violência são sempre precedidos de palavras e verbos de ódio", declarou Cristina diante de representantes da Igreja Católica que trabalham nos bairros pobres, em sua primeira aparição pública desde o ataque.

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