Agricultores de Fukushima temem liberação de água contaminada 10 anos após desastre

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Fazendeiro checa sacas de arroz produzidas em Iwaki, região de Fukushima

Por Sakura Murakami

IWAKI, Japão (Reuters) - Agricultores de Fukushima temem que a liberação de água da usina de energia local danificada planejada pelo governo do Japão ressuscite os temores de contaminação e volte a atingir o preço de seus produtos, desfazendo uma década de recuperação lenta do desastre nuclear.

O Japão planeja liberar mais de um milhão de toneladas de água contaminada da usina no nordeste do país no mar depois de tratá-la, já que o local está atingindo seus limites de armazenamento. Embora autoridades internacionais apoiem o plano, ele causa preocupação nas vizinhas China e Coreia do Sul e receio em pescadores e agricultores locais.

"Estamos começando a ver nossos preços voltarem ao normal depois de uma grande queda depois do desastre, mas agora teremos que lidar com o dano potencial de reputação novamente por causa da liberação da água", disse Hiroaki Kusano, um plantador de peras e vice-líder da cooperativa agrícola local.

A água deve ser processada para remover a contaminação radioativa, a não ser do trítio, que não é possível remover. Conforme o plano do governo, a água com o isótopo radioativo diluído a um sétimo das diretrizes da Organização Mundial da Saúde (OMS) para a água potável será liberada no Pacífico a um quilômetro da usina perto da primavera de 2023.

Usinas nucleares de todo o mundo costumam liberar água com trítio, considerado o subproduto menos tóxico da energia atômica.

Os produtos de Fukushima passam por várias inspeções de radiação que os agricultores realizam antes do envio, e o município também faz testes regularmente.

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