AGU pede bloqueio de bens de presos em flagrante por atos terroristas

A Advocacia-Geral da União (AGU) solicitou que 40 pessoas presas em flagrante pelos atos terroristas do dia 8 de janeiro sejam incluídas no bloqueio de bens de R$ 18,5 milhões determinado pela Justiça Federal. Até agora, o bloqueio já atinge 52 pessoas e empresas suspeitas de financiarem o transporte de manifestantes golpistas a Brasília.

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Os nomes dos alvos dos pedidos não foram divulgados. De acordo com a AGU, a lista foi elaborada a partir de documentos da Polícia Civil do Distrito Federal e de decisões do ministro Alexandre de Moraes, do Supremo Tribunal Federal (STF), que decretou a prisão preventivas de 942 pessoas que haviam sido detidas em flagrante.

O valor de R$ 18,5 milhões foi calculado a partir de estimativas dos danos causados ao Palácio do Planalto, à Câmara dos Deputados, ao Senado e ao Supremo Tribunal Federal (STF).

De acordo com a AGU, os acusados "participaram ativamente em atos ilícitos dos quais, mais que os danos materiais ao patrimônio público federal objeto desta ação, resultaram danos à própria ordem democrática e à imagem brasileira".