AIEA pede que forças russas se retirem de usina nuclear da Ucrânia

O Conselho de Governadores da Agência Internacional de Energia Atômica (AIEA) aprovou nesta quinta-feira uma resolução pedindo que a Rússia se retire da usina nuclear ucraniana de Zaporizhzhia, regularmente bombardeada, informaram fontes diplomáticas.

O texto, apresentado pela Polônia e Canadá, foi aprovado por 26 dos 35 Estados-membros, com votos contra da Rússia e da China, segundo um diplomata consultado pela AFP. Sete países se abstiveram: Burundi, Egito, Índia, Paquistão, Senegal, África do Sul e Vietnã.

"Aplaudo essa decisão", reagiu no Facebook o ministro da Energia ucraniano, Guerman Galushchenko, pedindo aos países que se abstiveram que mudem de posição sobre "o Estado terrorista" russo. "Detenhamos a Rússia agora, antes que qualquer outro siga o seu exemplo", acrescentou.

A resolução também apoia os esforços da AIEA, que iniciou consultas com a Ucrânia e a Rússia para estabelecer uma zona de segurança ao redor da usina.

O Conselho havia adotado uma primeira resolução em março, na qual alertava para o "risco de um acidente nuclear que colocaria em risco a população da Ucrânia, os Estados vizinhos e a comunidade internacional".

A usina nuclear de Zaporizhzhia, a maior da Europa, localizada no sul da Ucrânia, foi bombardeada várias vezes nas últimas semanas, com Moscou e Kiev se acusando mutuamente pelos ataques.

As forças russas tomaram as instalações nucleares em 4 de março, logo após o começo da invasão à Ucrânia.

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