Ainda é carnaval no cinema: mostra gratuita exibe 24 filmes sobre a folia

O carnaval continua firme e forte no Estação Net Botafogo, que recebe a mostra gratuita "A farra do delírio". De quinta-feira (24) a segunda (27), serão exibidos 24 filmes sobre a folia, entre docs e ficções, longas e curtas de 1920 a 2021. Com curadoria de Matheus Fortuna, e colaboração de Cavi Borges, a seleção inclui títulos como “A lira do delírio” (1978), de Walter Lima Jr, com participação de Nara Leão, “Quando o carnaval chegar” , de Cacá Diegues, com Chico Buarque e Maria Bethânia. Algumas sessões são seguidas de debates, como “Clara estrela” (2017), sobre a vida de Clara Nunes, que terá uma conversa com a diretora Susanna Lira.

Quinta (23)

Às 19h: "A lira do delírio" (1978). O filme de Walter Lima Junior., com atuação de Anecy Rocha e Nara Leão, inspirou o nome da mostra. O drama se passa no intervalo entre dois carnavais de um bloco de Niterói, onde uma mulher se envolve com homem ciumento, que, para mantê-la sobre seu domínio, sequestra seu bebê. Desesperada, ela procura ajuda de antigos companheiros do bloco carnavalesco Lira do Delírio.

Às 21h, Curta-metragens:

"Gigantes da alegria" (2011). Documentário de Ricardo Rodrigues

"Simpatia é quase amor" ( 2021). Documentário e Denise Bernardes e Andréa Moreira

" Rainha" (2016). Documentário de Sabrina Fidalgo

" Alfazema" ( 2019). Documentário de Sabrina Fidalgo

"Criptorquidias carnavalescas" (2006). Documentário de Felipe Cataldo

Sexta (24)

Às 19h, "Samba" (2001). O documentário compartilha a ligação dos moradores do Morro da Mangueira, no Rio, com a dança e o samba, além de retratar a rotina dos passistas da Escola de Samba Estação Primeira de Mangueira. A sessão terá debate com a diretora Theresa Jessouroun.

Às 19h," Toque do samba" (2014). O curta-metragem narra a história de três mulheres do bloco Recordar é viver, da cidade de Juiz de Fora, na Zona da Mata Mineira. Todas têm mais de 80 anos e trazem consigo vivências no carnaval, como a experiência de rainha do bloco, porta-bandeira, e costureira dos figurinos para o desfile. Direção de Mariana Tavares .

Às 21h, "Quando o carnaval chegar" (1972). Dirigido por Cacá Diegues, o filme conta a historia de empresário de um grupo de cantores organiza um espetáculo de carnaval em homenagem a um artista que se denomina "rei". Mas, por causa de confusões e romances inesperados entre os integrantes, a festa quase não se realiza. Chico Buarque, Maria Bethânia e Nara Leão fazem parte do elenco.

Às 21h, "Carnaval" (2016). Curta-metragem de Isabel Lacerda.

Sábado (25)

Às 19h, "Damas do samba" (2013). O documentário de Susanna Lira mostra como a presença feminina foi fundamental para a criação do carnaval, trazendo histórias de algumas delas, como as musas, pastoras, tias, compositoras, passistas, madrinhas, carnavalescas, intérpretes e operárias. Todas ajudaram a formar um painel de cores, sentimentos e sons na representação dessa cultura.

Às 19h, "Carnaval" (1990). Documentário de Arnaldo Jabor.

Às 21h, "Clara estrela" (2017). O documentário narra, em primeira pessoa, a vida e carreira da cantora Clara Nunes, conhecida pela ligação cultural com o folclore brasileiro. A sessão terá debate com a diretora Susanna Lira.

Às 21h, "Clara esperança" (2022). O longa dá foco à "Mariquita", irmã mais velha de Clara Nunes e que foi como uma mãe, confidente e anjo da guarda da cantora. Direção de Diego Alexandre .

Às 23h, "O que foi o carnaval de 1920?" (1920). O documentário retrata o primeiro carnaval carioca depois da gripe espanhola, mostrando a folia na Avenida Rio Branco, o baile à fantasia no Hotel de Santa Rita, o infantil do Teatro República e o desfile dos carros alegóricos dos Fenianos e dos Democráticos. Direção de Alberto Botelho.

Às 23h, "Carnaval atlântica" (1952). A comédia musical, dirigido por José Carlos Burle, faz uma paródia das grandes produções históricas de Hollywood, particularmente as do diretor Cecil B. DeMille, adaptando-as para o contexto do carnaval. Direção de Carlos Manga e José Carlos Burle.

Domingo (26)

Às 19h, "Orfeu" (1999). Na recontagem do mito grego de Orfeu e Eurídice, Orfeu é um músico popular de uma escola de samba. Na favela onde mora apaixona-se por Eurídice, e seus destinos e vidas se entrelaçam no carnaval. Direção de Cacá Diegues.

Às 19h, "Arrasta a bandeira colorida" (1970). Curta-metragem com direção de Aloysio Raulino e Luna Alkalay.

Às 21h, "Outros templos" (1997). Curta-metragem com direção de Fábio Carvalho Tempo

Às 21h, "Coração do Samba" (2011). Um passeio pelos bastidores da bateria da Mangueira, orquestra que rege um dos maiores espetáculos do mundo. O documentário é narrado por Elmo dos Santos, filho do fundador da bateria da escola, e traz o exuberante universo de musicalidade e de paixão pela percussão. Direção de Theresa Jessouroun.

Segunda (27)

Às 19h, "Jardim atlântico" (2013). O musical conta a história de Pierre e Syl, casal que vive um relacionamento conturbado. Pierre é inseguro e ciumento, enquanto Syl nem imagina o imoacto que o convívio com outros amigos pode provocar no namorado – e o quanto isso poderá afetá-la de forma trágica. Direção de Jura Capela.

Às 19h, "Memórias de uma odisseia carnavalesca" (2022). Quem volta, não necessariamente volta ao mesmo lugar, ao lugar de origem, nem volta do mesmo jeito – nem bloco, nem folião. Essa “odisséia carnavalesca” é o ponto de partida desse documentário sobre "O Bloco Meu Bem, Volto Já". Direção de Pedro Monteiro.

Às 21, "Samba da criação do mundo" (1978). Documentário de Vera Figueiredo é inspirado no enredo da Escola de Samba Beija-Flor de Nilópolis para o carnaval de 1978, sobre o livro “Os nagô e a morte”). Utilizando os componentes e alegorias da escola, o filme conta a história da criação do mundo segundo a tradição do povo nagô.

Às 21h, "Ancieto do império em dia de alforria" (1981). O filme de Zózimo Bulbul retrata a vida de Ancieto, um líder sindical de 72 anos e fundador da Escola de Samba Império Serrano. O longa foi dedicado a Zumbi dos Palmares e a todos os quilombolas mortos e vivos.