Ainda dá tempo de ir ao Catar? Saiba o único jogo com ingresso disponível neste momento e quanto custa

Às vésperas do início da Copa do Mundo, quem ainda pensa em embarcar para o Catar para acompanhar a competição precisa correr contra o tempo: é cada vez menor o número de ingressos disponíveis para acompanhar as partidas. Nesta sexta-feira, o site da Fifa mostrava apenas oito partidas com vendas ainda abertas, mas só em uma era possível seguir com a compra. No confronto do País de Gales contra o Irã, no dia 25, há assentos disponíveis nas laterais do campos, pela bagatela de 800 riais cataris, ou R$ 1.168.

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Outros sete jogos da fase de grupos – Inglaterra e Irã, EUA e País de Gales, Uruguai e Coreia, Argentina e México, Holanda e Catar e Japão e Espanha, além da abertura do Mundial, com o anfitrião Catar encarando o Equador – aparecem com "baixa disponibilidade", mas quando o torcedor tenta seguir com a compra, o ingresso desaparece.

Segundo a Fifa, as indisponibilidades são momentâneas e variam por questões de pagamento, por exemplo, e, por isso, a recomendação é que os torcedores insistam na compra.

Os primeiros jogos do Brasil já aparecem como esgotados, assim como as oitavas, quartas, semifinais e a grande final. De acordo com a Fifa, outros ingressos vão sendo liberados no decorrer da competição, de acordo com a classificação das seleções.

Competição ficou mais cara

Torcedores brasileiros que não conseguiram garantir as entradas para assistir a seleção brasileira mas que, ainda assim, quiserem encarar a viagem e curtir o clima de Copa, terão que desembolsar um valor alto.

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Em 2018, faltando dois dias para o início da competição, o dólar, moeda mais usada no câmbio em viagens internacionais, custava R$ 3,70. Agora, também a dois dias da abertura do torneio, a moeda alcança R$ 5,46 – uma alta de 48%.

Há quatro anos, despesas com voos de ida e volta do Rio para Moscou, hospedagem e alimentação pelos 20 dias do torneio e ingressos para assistir o Brasil na fase grupos, por exemplo, somavam cerca de R$ 11 mil. Atualmente, uma experiência parecida em Doha – capital do Catar e que concentrará todos os jogos em oito estádios – pode chegar a R$ 64 mil.

Brasil x Catar

Saindo do Rio em direção a Moscou, as passagens de ida e volta mais baratas e rápidas custavam, na época, R$ 3.929 pela Emirates Airlines, com conexão em Dubai, numa viagem de 27 horas na ida e 20 horas na volta.

Rumo a Doha, os tickets de ida e volta – saindo do Rio a tempo de ver a primeira partida do Brasil, no dia 24, e voltando no dia seguinte a grande final – custam pelo menos R$ 14.554. A viagem, de 28h, tem duas paradas, uma em São Paulo e outra em Amsterdã, na Holanda.

Hospedagem

Na Copa de 2018, os jogos aconteceram em 11 cidades russas. Quem se baseou em Moscou, pelos cálculos do GLOBO na época, pode ter gastado ao menos R$ 5.288 por um período de um mês num hostel com banheiro compartilhado, uma das opções mais em conta. Já num hotel de rede três estrelas, a hospedagem saía por R$ 7.205.

No Catar, todas as partidas acontecerão na capital Doha, o que evita grandes deslocamentos. Quem se organizou e agendou a viagem com antecedência conseguiu alguma economia, mas os atrasados que ainda cogitam ir para o país vão gastar mais: as diárias para o período do Mundial custavam, nos preços válidos nesta sexta-feira (dia 18), pelo menos, R$ 45.749.

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Há alguns meses, os preços estavam mais baratos, mas vem aumentando, claro, em função da aproximação da abertura da Copa. Experiente na venda de pacotes para países do Oriente Médio, o diretor da agência Flot, José Eduardo Barbosa, explica que, historicamente, viajar para o Catar não custa valores exorbitantes, mas que, obviamente, pesou na alta de passagens e hospedagens a realização do Mundial.

– O que pesa é a alta demanda. Eventos que movem um número grande de turistas ao redor do mundo, como a Copa ou as Olimpíadas, fazem os preços subirem bastante. Viajar para lá não é nenhum exagero impagável. Um hotel 3 estrelas, por exemplo, saía na mesma faixa de preço de hospedagens similares em cidades como Londres e Paris, e o Catar tem uma hotelaria de muita qualidade – avalia.

Alimentação

De acordo com o "Expartisan", plataforma colaborativa que calcula o custo de vida em diversas cidades do mundo, Moscou não estava entre as mais caras do mundo em 2018 quando o assunto é alimentação. Um almoço com bebida no centro comercial da cidade, por exemplo, saía por volta de U$ 7, ou R$ 21, em valores da época. Já uma refeição em lanchonete fica em torno de R$ 16.

Já em Doha, o menu do dia custa 40 riais cataris, ou R$ 48, enquanto um lanche sai por, em média, 25 riais cataris, ou R$ 36, de acordo com o site.

Cerveja mais cara do mundo

Na Rússia, bebidas alcoólicas tinham (e ainda tem) um custo semelhante ao do Brasil. De acordo com uma pesquisa da HelloSafe, que compara preços de produtos em diferentes países, uma garrafa long neck, de 330 ml, custa R$ 6,32 no país, pouco mais do que a média brasileira de R$ 6.

Já o Catar lidera o ranking com o preço mais alto da bebida: por lá, a bebida sai por R$ 34,76.

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O preço, no entanto, não será o único problema para torcedores brasileiros que quiserem beber. A dois dias do início da Copa, após pressão do Catar, a Fifa informou que não haverá venda de cerveja com álcool no perímetro dos estádios. A bebida só poderá ser comercializada nas áreas Fan Festival e outros locais voltados a torcedores.

Ingressos

Em 2018, não-russos desembolsaram entre R$ 330 e R$ 660 na fase de grupos (na cotação da época). O preço ficava mais salgado a partir das oitavas, em que uma partida custava entre R$ 360 a R$ 760. Já nas quartas de final, o ingresso mais barato custava R$ 550. Nas semis, o mínimo era R$ 900 e na decisão, as entradas mais baratas alcançaram R$ 1.400.

Na competição deste ano, a entrada mais barata para torcedores estrangeiros custa R$ 365 na fase de grupos, R$ 511 nas oitavas, R$ 1.095 nas quartas, R$ 1.899 nas semifinais e R$ 3.213 na final (na cotação de 18/11).

Em agosto, faltando quase 100 dias para o início da competição, a Fifa anunciou que R$ 2,45 milhões de ingressos já tinham sido vendidos. Muitas partidas já estão esgotadas, mas ainda há tickets à venda.

O torcedor que assistiu a todas as partidas do Brasil em 2018, teve que pagar no mínimo R$ 4,2 mil, 46% a menos que os cerca de R$ 7,8 mil necessários para a edição deste ano do torneio.