Ainda não há indícios fortes de crime, diz secretário do AM sobre desaparecidos

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Ainda não há "indícios fortes de crimes" contra os desaparecidos indigenista Bruno Pereira (à esq.) e do jornalista britânico Dom Phillips, segundo avaliação da Secretaria de Segurança do Amazonas. (Foto: Reprodução)

O secretário de Segurança Pública do estado do Amazonas, general Carlos Alberto Mansur, afirmou nesta quarta-feira (8) que, até o momento, não há nas investigações "indícios fortes de crimes" contra o indigenista Bruno Pereira e do jornalista britânico Dom Phillips, desaparecidos na Amazônia.

"Ainda não temos indícios fortes de crime, estamos investigando", declarou Mansur, durante coletiva de imprensa sobre o caso.

Ainda de acordo com o secretário, foi apreendido material "com suspeita de ter alguma ligação com o fato" do desaparecimento, mas ele não forneceu mais detalhes.

Participaram da apresentação à imprensa diferentes órgãos envolvidos nas buscas por Pereira e Phillips, desparecidos na região do Vale do Javari (AM) desde domingo (5).

Mansur afirmou ainda que seis pessoas foram ouvidas nas investigações, sendo elas cinco na condição de testemunha e uma como suspeita.

No entanto, o suspeito foi preso em flagrante por porte de munição restrita e uma determinada quantidade de drogas. Portanto, não foi estabelecida uma ligação do suspeito com o desaparecimento.

"Ele por enquanto não tem nada a ver ainda, está em investigação. Não fizemos a ligação dele com o fato do desaparecimento."

Dom Phillips, 57, e Bruno Pereira, 41, desapareceram no último domingo (5), quando viajavam de barco da Terra Indígena Vale do Javari para o município de Atalaia do Norte. O último contato deles ocorreu em visita à comunidade São Rafael, na manhã de domingo.

O desaparecimento foi divulgado na segunda-feira (6) por ONGs que atuam junto aos indígenas da região.

Desde então, autoridades estaduais e federais se mobilizaram pelas buscas. O caso tem provocado repercussão internacional, como em manifestação do auxiliar da Casa Branca John Kerry.

A demora despertou críticas ao governo de Jair Bolsonaro, e a Justiça Federal determinou que fossem imediatamente disponibilizados helicópteros, embarcações e equipes de buscas, da Polícia Federal, das forças de segurança ou das Forças Armadas.

O presidente disse na terça-feira (7) que o jornalista e o indigenista estavam em uma "aventura não recomendada".

A Polícia Militar do Amazonas obteve indicações de que um homem preso na terça-feira por porte de munição proibida seguiu Pereira e Phillips pelo rio Itacoaí na manhã em que eles desapareceram.

Pereira é servidor licenciado da Funai e já chefiava a Coordenação de Índios Isolados da fundação até ser exonerado, em 2019. Phillips vive no Brasil há 15 anos e colabora para o jornal britânico The Guardian. Ele escreve um livro sobre a preservação da floresta.

da Folhapress

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