Ajuda aos vizinhos: projetos sociais interrompidos na pandemia são retomados

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RIO — Fazer o bem sempre é bom, mas em tempos difíceis como os da pandemia, torna-se ainda melhor e mais necessário. E dois cariocas decidiram ajudar quem estava por perto. Um deles é o ator Brunno Daltro, morador da Barra, que arrecada doações para o Retiro dos Artistas, em Jacarepaguá, e envia alunos do curso de técnico de enfermagem da Rede Educacional Daltro, pertencente à sua família, para cuidar dos residentes do local.

— Peço, por meio das redes sociais, doações em dinheiro para os artistas. O Retiro é um patrimônio nosso, e poder dar cuidado e atenção para as lendas vivas que residem lá é dar o valor que merecem depois de tudo que proporcionaram para a cultura brasileira — diz o ator.

O trabalho de enfermagem, realizado há oito anos, havia sido interrompido pela Covid-19 e foi retomado graças ao avanço da vacinação. Atualmente, as unidades da rede Daltro na Taquara, no Recreio e no Méier também estão recebendo alimentos natalinos, que vão compor uma ceia no Retiro.

—Os alunos de enfermagem medem a glicose, aferem a pressão. Quero ainda desenvolver outros projetos no Retiro. Um deles começa em 2022, quando os alunos da escola de teatro da Rede Daltro serão levados para conhecer os 52 artistas que residem lá — adianta Daltro.

Cida Cabral, administradora do Retiro dos Artistas, comemora a parceria:

— É uma ajuda fundamental, ainda mais neste período, que não tem sido fácil para nenhuma instituição.

Doações podem ser feitas por PagSeguro, boleto ou Pix (o CNPJ 39.140.264.0001/86 é a chave). O banco é o Bradesco (237), agência 2957-2, conta 4343-5.

Desconto para estimular comerciantes

Criadora da Feira Gigoiando, Bárbara Lima, moradora da Ilha da Gigoia, retomou a mostra, criada em 2019, também após a vacinação contra o coronavírus. Desde então, cerca de 30 expositores se reúnem ao lado do restaurante Venne nos fins de semana para expor itens como café, queijos, drinques, cachaças, sorvetes, doces, pães, roupas, acessórios, kombuchas, óculos e artesanato. E recebem algumas vantagens para conseguirem manter seus negócios.

— Uma vez por mês, ofereceremos 50% de desconto para os expositores que moram na ilha participarem da Gigoiando. É uma forma de apoiar o trabalho artístico e movimentar a economia local. Quero que todos possam ganhar e se recuperar do momento difícil que acabamos de passar — explica.

Mensalmente, Bárbara e seu marido, Leonardo Guimarães, também ajudam projetos sociais e atletas de jiu-jítsu com doações em dinheiro. Entre eles Odair Cavalcanti, que teve apoio para participar de competições; e Kaka Aleluia, que tem um projeto social no Alto da Boa Vista.

— Já precisei de ajuda, e acho que todos passaram por isso. É bom poder ajudar, investir num atleta para que ele possa ter um futuro melhor. Focamos no jiu-jítsu porque o Leonardo é faixa preta e conhece as dificuldades que os atletas da modalidade enfrentam — diz Bárbara.

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