Além de Francischini, decisão da Segunda Turma do STF afeta outros três deputados estaduais do Paraná

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A decisão da Segunda Turma do Supremo Tribunal Federal (STF) desta terça-feira que manteve a cassação do deputado estadual bolsonarista Fernando Francischini (União-PR) por propagação de fake news contra as eleições vai alterar mais uma vez a composição da Assembleia Legislativa do Paraná. Isso porque a determinação afeta, além de Francischini, outros três deputados estaduais eleitos em 2018 pelo PSL (hoje União Brasil), na esteira dos votos do parlamentar, e que também haviam perdido o cargo por efeito do julgamento do Tribunal Superior Eleitoral (TSE), em outubro de 2021.

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Os deputados Emerson Bacil, Cassiano Caron e Do Carmo, que haviam sido reconduzidos esta semana aos cargos após a liminar proferida por Nunes Marques, deverão ser novamente substituídos. A decisão do TSE, de outubro de 2021, que volta a ter validade, havia determinado que os 427.749 votos obtidos por Francischini fossem anulados, e uma nova totalização fosse feita pelo TRE do Paraná. Em novembro do ano passado, as vagas foram preenchidas por Adelino Ribeiro (Patriotas), Nereu Moura (MDB), Elio Rusch (DEM) e Pedro Paulo Bazana (PV).

O julgamento desta terça-feira foi definido com o voto do ministro Gilmar Mendes, que seguiu a divergência aberta pelo ministro Edson Fachin e acompanhada por Ricardo Lewandowski. Nunes Marques, que na última quinta-feira deu uma liminar devolvendo o mandato ao parlamentar, foi seguido apenas pelo ministro André Mendonça.

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Francischini foi cassado em outubro do ano passado pelo TSE por dizer sem provas, durante uma live, que as urnas eletrônicas estavam fraudadas para impedir a eleição de Jair Bolsonaro à Presidência da República. A live foi realizada no dia do primeiro turno das eleições de 2018.

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