Além de homem infectado pela cepa indiana da Covid-19, outros 15 moradores de Campos estão sendo monitorados

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RIO — Após a confirmação da infecção de um morador de Campos dos Goytacazes com a cepa indiana da Covid-19, outras 15 pessoas estão sendo monitoradas na cidade. Segundo a prefeitura de Campos, 12 são funcionários do hotel onde o homem de 32 anos ficou hospedado. Dos outros três, dois são trabalhadores que estavam no mesmo voo, que veio da Índia, e um terceiro é um morador que retornou à cidade na última sexta. Nenhum dos monitorados apresentou sintomas de Coronavírus até aqui.

Os dois rapazes que vieram no mesmo voo, no último dia 22, fizeram testes e os primeiros resultados foram negativo para Covid-19. Ainda assim, eles fizeram novos exames na última sexta, bem como o terceiro homem, de 50 anos, que voltou de viagem para Campos, mas estas análises ainda não ficaram prontas. Já os 12 funcionários do hotel, onde o homem contagiado ficou nos dias 23 e 24, só realizarão testes nessa semana, explicou a prefeitura de Campos.

O homem contagiado está em isolamento na capital, para onde ele retornou no último dia 24, após início dos sintomas. Mas não há atualização sobre seu estado de saúde. Nesta tarde, a Secretaria estadual de Saúde (SES) irá se reunir com a Anvisa e a colocação de barreiras sanitárias nos aeroportos é uma das áutas.

Procurada, a prefeitura de Campos explicou que "todos os monitorados pelo Centro de Informações Estratégicas em Vigilância em Saúde (CIEVS/Campos) seguem assintomáticos, entretanto, todos os protocolos sanitários preconizados pelo Ministério da Saúde para evitar a disseminação e contaminação pelo coronavírus estão sendo seguidos".

O infectologista da UFRJ Celso Ramos explicou que no caso dos assintomáticos, os testes podem ser feitos após o sétimo dia de contato. Mas o especialista reiterou que somente a vacinação em massa para evitar disseminação de variantes.

— Ele (homem contagiado) que procurou um serviço de saúde, porque sentiu sintomas. Se não fosse isso, poderia estar transmitindo até agora. Fechar completamente as fronteiras é impossível, considerando a extensão do Brasil. Então as variantes continuarão chegando e enquanto tivermos esse nível obsceno de contágio, continuaremos produzindo nossas próprias variantes. Então monitoramento de fronteira acaba sendo enxugar gelo no nosso contexto.

Infectado entrou no Rio sem resultado do teste

O homem, de 32 anos, trabalhador offshore, contagiado pela variante chegou ao Rio no último dia 22 de maio, vindo de uma viagem à Índia. Antes, fez escala no aeroporto de Guarulhos, em São Paulo, onde realizou teste PCR para coronavírus. No entanto, ele seguiu para o Rio antes do resultado, e a confirmação do diagnóstico positivo só foi enviado após ele já ter passado uma noite num hotel, ao lado do Aeroporto Santos Dummont, e ter chegado em Campos dos Goytacazes, onde vive.

No dia seguinte, ele foi de carro para a cidade do Norte Fluminense e, depois, retornou para a capital na segunda-feira, onde voltou a se hospedar, em isolamento. Durante dois dias, o caso investigado circulou por três cidades e teve contato com dezenas de pessoas. Agora, ele está sendo monitorado pelo Centro de Informações Estratégicas em Vigilância em Saúde (CIEVS/RJ), do Rio.Outras duas pessoas que viajaram com ele, também residentes de Campos, da mesma forma estão monitoradas pelas autoridades. Mas os seus primeiros resultados de testes para Covid-19 deram negativo.

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