Além de Jorge Jesus: veja os outros portugueses cogitados para ser o novo técnico do Flamengo

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Esquentou a negociação entre Jorge Jesus e Flamengo, mas o Benfica faz jogo duro. E como todo clube profissional, há planos A, B, C e D... Neste caso, se o Mister não conseguir a liberação para treinar o rubro-negro, outros técnicos portugueses estão na mira. São os casos de Carlos Carvalhal, Rui Vitória, Paulo Fonseca, Vitor Pereira e Paulo Sousa. O GLOBO mostra o perfil de cada um.

Carlos Carvalhal

O português de 55 anos, que já negociou com o clube após a saída de Jorge Jesus em 2020, seria uma das opções para treinar a equipe carioca, segundo a imprensa portuguesa. Experiente e sincero, Carvalhal está há duas temporadas no Braga, onde implementou um estilo de jogo muito competitivo e vistoso, que o fez bater o Benfica de Jorge Jesus em uma decisão.

Análise: Confira as ideias de jogo de

Ex-zagueiro do clube e nascido na cidade homônima, que fica no norte de Portugal, o treinador foi contratado para sua segunda passagem pelo clube na metade de 2020, após grande temporada pelo modesto Rio Ave, que levou à Europa League. Antes, teve passagens por clubes de Portugal, da Grécia, da Turquia e do Reino Unido.

O principal título de sua carreira veio justamente na atual passagem. O Braga derrotou o Benfica na final da Taça de Portugal de 2020/21 e frustrou a primeira temporada de Jorge Jesus após seu retorno aos encarnados. Na edição anterior do Campeonato Português, terminou em quarto, com números ofensivos e defensivos atrás apenas do trio Sporting, Porto e Benfica.

Rui Vitória

Sem clube desde a última semana, quando deixou o Spartak, Rui Vitória chegou a ser especulado no rubro-negro no início do ano. A passagem mais marcante de uma ainda curta carreira do português de 51 anos foi mesmo no Benfica, a partir de 2015.

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Vitória, um ex-meiocampista, iniciou no pequeno Vilafranquense e passou pelas categorias de base do próprio Benfica. De lá, fez a escada pelos clubes do país: Fátima, Paços de Ferreira e Vitória de Guimarães. No último, deixou sua assinatura e chamou a atenção após conquistar a Taça de Portugal de 2013, superando o poderoso Benfica de Jorge Jesus, no único título da competição do modesto clube do norte de Portugal.

Apesar de não ser conhecido como uma figura polêmica, Rui Vitória tem um passado com o atacante Gabigol, do Flamengo. Os dois dividiram o vestiário do Benfica entre 2017, em parceria que não decolou. O atacante, emprestado pela Inter de Milão, reclamou das poucas oportunidades. O treinador chegou a criticar o apelido do brasileiro.

Vitor Pereira

Ex-técnico do Fenerbahce, da Turquia, o treinador de 53 anos acumula cinco grandes títulos na carreira. O primeiro deles, o do Campeonato Português de 2011/12 pelo Porto, rendeu um início como treinador badalado para um ex-meia pouco brilhante quando ainda atuava.

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No Estádio do Dragão, o treinador substituiu Andre Villas-Boas, de quem foi auxiliar, após uma temporada histórica, de vitórias na liga nacional e na Liga Europa em 2010/11. Antes de chegar à posição, havia comandado clubes modestos como o Espinho, de sua terra natal, o Sanjoanense e o Santa Clara, além das categorias de base do próprio Porto.

Paulo Fonseca

Aos 48 anos, o técnico já acumula grande bagagem no futebol europeu: é um dos ídolos do Shakhtar Donetsk, da Ucrânia, clube pelo qual conquistou praticamente tudo que disputou, mas ainda mira um grande trabalho num dos principais clubes do continente.

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Fonseca quase assumiu o cargo de técnico do Tottenham em setembro, naquela que seria sua primeira experiência na Premier League, em um dos integrantes do chamado "big six" do campeonato. Mas a negociação ruiu e seu compatriota Nuno Espírito Santo acabou assumindo a equipe londrina, hoje treinada por Antonio Conte.

Em seu último trabalho, na Roma, viveu os altos e baixos que marcaram sua carreira até aqui: levou o clube às semifinais da Europa League na última temporada — acabou goleada por 6 a 2 pelo Manchester United logo no primeiro jogo — e terminou o Campeonato Italiano na sétima colocação, com vaga apenas para os playoffs da Liga Conferência.

Paulo Sousa

Atual treinador da seleção da Polônia, o profissional de 51 anos é um ex-volante que já se aventurou muito no futebol, tanto como jogador, quanto como técnico. Seus principais títulos da carreira fora dos gramados vieram em dois cenários alternativos: em Israel e na Suíça.

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Sousa começou a treinar nas categorias de base da seleção portuguesa e rumou ao futebol inglês: rodou por Queens Park Rangers, Swansea e Leicester, sem muito sucesso e com baixo aproveitamento. Mas o cenário mudou no Videoton, da Hungria, em passagem vitoriosa, que se sucedeu depois por conquistas da liga nacional em Israel, pelo Maccabi Tel Aviv e na Suíça, pelo Basel.

Itinerante do futebol, Sousa começou a ganhar mais chances nos principais cenários europeus. O melhor momento da carreira nas grandes ligas foi seu início na Fiorentina, em 2015.

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