Além de policiais denunciados, MPRJ investiga outros dois agentes e crimes ocorridos em 13 locais do Jacarezinho

·2 min de leitura

Além de ter denunciado dois policiais civis, nesta sexta-feira (15), por envolvimento no homicídio de Omar Pereira da Silva, no dia 6 de maio, em operação policial no Jacarezinho, o Ministério Público do Rio (MP-RJ) já tem elementos para abrir investigação contra outros dois agentes que teriam cometido crimes no decorrer da mesma ação. De acordo com o promotor André Cardoso, chefe da força-tarefa montada pelo MP para apurar os crimes cometidos no Jacarezinho, o órgão mapeou 13 pontos da favela nos quais ocorreram mortes. No total, 24 policiais fizeram disparos que terminaram com vítimas.

— Não temos evidências de que houve uma ordem hierárquica para extermínio em massa. É importante salientar que mais de 300 agentes participaram daquela ação e 24 fizeram disparos que terminaram com vítimas. Por isso, cada episódio de morte é investigados de maneira independente e seguimos colhendo provas, cada contexto de morte é diferente do outro — afirmou o promotor.

De acordo com ele, o MP espera os resultados das perícias feitas nas roupas das vítimas, realizadas por um laboratório de São Paulo. Esses resultados, além dos depoimentos e provas colhidas nos locais, podem comprovar outros crimes.

O promotor Mateus Pinaud lamentou o fato de não haver câmeras nos fardamentos dos policiais que participaram daquela ação.

— Seria mais fácil, se os fardamentos fossem equipados com câmeras. Teríamos noção exata do que aconteceu nos locais das mortes - disse ele, que lamentou a dificuldade de conseguir depoimento de testemunhas. — Denunciamos dois policiais com base nos elementos fornecidos pela perícia realizada pela Polícia Civil no local e pelos depoimentos colhidos. Seguimos tentando ouvir moradores, policiais, e quem mais queira sentar na nossa cadeira para ser ouvido, mas nem sempre é fácil.

O Ministério Público pediu para que o inquérito conduzido pela Polícia Civil sobre a morte de Omar Pereira da Silva seja anexado à ação penal referente à denúncia do MP.

— O inquérito perde a razão de existir, a partir do momento em que já existe uma denúncia do Ministério Público — justificou Mateus Pinaud. Mais cedo, a Secretaria de Estado de Polícia Civil informou que o Inquérito que apurava o caso ainda estava sendo finalizado pela Delegacia de Homicídios da Capital (DHC), que ainda aguardava o laudo do confronto balístico para encaminhar o seu relatório final.

Nosso objetivo é criar um lugar seguro e atraente onde usuários possam se conectar uns com os outros baseados em interesses e paixões. Para melhorar a experiência de participantes da comunidade, estamos suspendendo temporariamente os comentários de artigos