Ala do PSOL se desfilia em bloco e critica aproximação com Alckmin e Rede

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***ARQUIVO*** Brasília, DF - 28/04/2022 - Foto Geraldo Alckmin (PSB).  (FOTO: Antonio Molina/Folhapress)
***ARQUIVO*** Brasília, DF - 28/04/2022 - Foto Geraldo Alckmin (PSB). (FOTO: Antonio Molina/Folhapress)

SÃO PAULO, SP (FOLHAPRESS) - Em carta intitulada "Ruptura com o PSOL" e publicada em um site próprio, um grupo de membros da sigla anunciou sua desfiliação.

O motivo, segundo a carta, seria a descaracterização progressiva do PSOL nos últimos anos, com abandono do ideal de "superação da ordem burguesa" para priorizar estratégias eleitorais.

Esse processo teria culminado no apoio à chapa de Lula com Geraldo Alckmin (PSB), a quem esses filiados fazem duras críticas, e na formação de uma federação partidária com a Rede.

"Enquanto a luta de classes pede ferramentas de organização para a superação da ordem burguesa, a direção do PSOL só pensa em como salvar o acesso ao fundo partidário e disputar a representação parlamentar nas instituições burguesas", diz o texto, assinado por Plínio de Arruda Sampaio Júnior e outros 55 membros do partido.

O texto diz que o surgimento do PSOL, em 2004, foi uma forma de se contrapor "ao colaboracionismo de classes" representado pelo governo Lula (PT), que havia frustrado as expectativas de rejeição ao modelo neoliberal.

"O método central do PSOL foi uma construção partidária, baseada na experiência na realidade objetiva e viva das lutas de base dos explorados e excluídos", diz o texto. "O PSOL nasceu, portanto, como resultado da resistência militante ao projeto petista de adequação à ordem burguesa", completa.

Nos últimos anos, no entanto, na visão desse grupo, o partido passou a se importar mais com objetivos eleitorais do que com a luta política. Trata-se de contraposição à ala do PSOL representada principalmente por Guilherme Boulos e o atual presidente da sigla, Juliano Medeiros.

Para esse grupo em processo de desfiliação do PSOL, o "giro político e ideológico" representado pelas aproximações a Alckmin e Rede "representa um golpe irreparável ao projeto original e aos militantes que construíram o partido como um instrumento de luta dos trabalhadores".

"Perde-se definitivamente a possibilidade de estabelecer estratégias e táticas indispensáveis a um partido que luta pelos interesses imediatos e históricos da classe trabalhadora", diz o texto.

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