'Alarmante', diz Reino Unido sobre morte de britânico capturado por separatistas pró-Rússia na Ucrânia

O governo do Reino Unido descreveu nesta sexta-feira como "alarmante" a afirmação de separatistas pró-Rússia na região de Donetsk, no Leste da Ucrânia, de que o cidadão britânico Paul Urey, capturado em abril durante uma missão humanitária, morreu na prisão em 10 de julho.

– São informações claramente alarmantes, e nossos pensamentos estão com sua família e amigos – afirmou o porta-voz de Downing Street (sede e residência do governo britânico).

Já a ministra de Relações Exteriores britânica, Liz Truss, afirmou que a Rússia tem de assumir a responsabilidade pela morte.

– Estou comovida pelas notícias sobre a morte do britânico Paul Urey enquanto estava sob custódia de um intermediário russo na Ucrânia – afirmou. – A Rússia deve assumir toda a responsabilidade por isso.

Ao anunciar a morte, as autoridades separatistas disseram que Urey "liderou operações militares, de recrutamento e treinamento de mercenários para as gangues armadas ucranianas".

"Apesar da gravidade de seus crimes, Paul Urey recebeu cuidados médicos adequados. Mesmo assim, e como resultado de seu diagnóstico e estresse, ele morreu em 10 de julho", disse no Telegram a autoridade separatista de direitos de Donetsk, Daria Morozova, negando que ele fosse um trabalhador humanitário.

Mas a Legião Internacional para a Defesa da Ucrânia, que reúne combatentes voluntários estrangeiros, confirmou que ele estava no país exercendo essa função.

"Estamos tristes com a notícia da morte do Sr. Urey (...). Ele não lutava na Ucrânia. Era funcionário de uma organização humanitária", disse o serviço de imprensa da Legião citado pela agência Interfax-Ucrânia.

Em junho, três combatentes (dois britânicos e um marroquino), apresentados pelas autoridades separatistas da região de Donetsk como mercenários, foram condenados à morte. No final de junho e início de julho, eles apelaram para a Suprema Corte da autoproclamada República de Donetsk.

Uma organização sem fins lucrativos sediada no Reino Unido, a Presidium Network, anunciou em 29 de abril que os trabalhadores humanitários Paul Urey e Dylan Heal, haviam sido capturados quando tentavam entrar em território sob controle da Rússia através de um posto de controle perto da cidade de Zaraporíjia, no Sudeste da Ucrânia, para tentar retirar de lá uma mulher e duas crianças.

A mãe de Urey disse então que seu filho estava em uma missão humanitária, que sofria de diabetes e precisava de insulina.

Em seu post no Telegram, Morozova afirmou que as autoridades britânicas sabiam que Urey estava detido em Donetsk, mas não fizeram nada por ele.

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