'Alarmante e preocupante', diz técnico da Argentina sobre Copa América no Brasil; veja repercussão entre jogadores e treinadores

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Jogadores e técnicos das seleções que participarão da Copa América, a partir do próximo dia 13, tem se pronunciado sobre a mudança da competição para o Brasil. E alguns deles demonstraram preocupação com as condições sanitárias do país para receber o torneio num momento difícil de combate à pandemia de Covid-19. Entre os mais alarmados estão os treinadores de Argentina e Chile, que se enfrentam nesta quinta-feira, às 21h, pelas Eliminatórias da Copa de 2022.

— Vamos para o Brasil, que vive situação pior, igual ou um pouco melhor que nós. Desse ponto de vista, será uma situação difícil de assimilar — disse o argentino Lionel Scaloni em uma entrevista coletiva: — Nós temos que ir, então vamos jogar, vamos tentar fazer o melhor possível. Mas há muitas incógnitas, como acomodações e aonde vamos ficar. É uma situação que não deixa de ser alarmante e preocupante porque, sinceramente, não é o lugar ideal.

Já para o uruguaio Martin Lasarte, comandante da seleção chilena, o perigo independe de a competição ser na Argentina ou no Brasil.

— Parece um risco enorme e gigante para mim, porque a saúde vem em primeiro lugar. Mas é a minha voz, estou apenas levantando meu ponto de vista — afirmou ele, citando ainda sua estranheza com a troca de país-sede: — A Copa teve uma série de alternâncias raras. Não faz muito tempo, tínhamos um jogo em um lugar e agora vamos para outro. Eu nem sei se vamos estar no mesmo grupo. É estranho.

Jogador da Juventus (ITA) e da Colômbia, Juan Cuadrado escreveu em suas redes sociais que “as decisões da Conmebol geram incertezas para todos os jogadores, não só pelo risco que representam para a saúde, mas também pela tranquilidade e garantias que todos requerem para o normal desenvolvimento da Copa América”.

Seu treinador na seleção, porém, não vê desta maneira. Ex-técnico do Flamengo, Reinaldo Rueda, passou panos quentes na declaração do atleta:

— É a preocupação e a incerteza que toda a humanidade vive há 15 meses. Os jogadores de futebol foram os primeiros a expor sua saúde para voltar ao trabalho. Isso mostra a nobreza do futebol e tudo o que ele contribui socialmente para o mundo. Há ansiedade para saber o que vai acontecer. Esperamos que todas as condições de biossegurança sejam fornecidas.

Outro que minimizou a difícil situação que o Brasil vive, com risco de uma terceira onda cada vez mais plausível, foi o peruano Ricardi Gareca. Ele se mostrou insatisfeito com a escolha do país por repetir o local da última edição da competição.

— Não me parece justo que uma Copa América se repita no Brasil, porque foi a sede da última vez. Portanto, outras opções parecem mais justas para mim — declarou ele, afirmando que a situação da pandemia está caótica em todo o continente e que, desse ponto de vista, o lugar não faz muita diferença: — Pode ter alguém que está com mais ou menos (problemas), mas não creio que haja um país que, aqui na América do Sul, não tenha problema a respeito da pandemia.

O rubro-negro De Arrascaeta, que testou positivo para a Covid-19 e não estará com o Uruguai nos dois próximos jogos das eliminatórias sul-americanas, já havia se posicionado contra a realização da Copa América quando se apresentou em Montevidéu, na última segunda-feira (31).

— O mundo está vivendo, a dificuldade que estamos vivendo, poucos países tem condições. Eu acho que agora não é o momento indicado para jogar. Mas nós não podemos fazer nada — disse ele.

Dois de seus companheiros de seleção, o lateral esquerdo do Palmeiras Matias Viña e o atacante campeão espanhol pelo Atlético de Madrid Luis Suarez, fizeram coro com sua posição, dizendo que este não era o momento para jogar, mas sim, pensar na pandemia. Já Godin, zagueiro e capitão da seleção uruguaia, preferiu não se posicionar em relação ao cenário em que a competição acontecerá, focando apenas no aspecto esportivo.

— Pensamos na possibilidade de jogar uma Copa América com a ilusão e a vontade de ganhar, para ter o título de número 16 para o Uruguai — afirmou.

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