Alba denuncia em Cuba "política agressiva" dos EUA

Presidente cubano Miguel Diaz-Canel (dir.) e venezuelano Nicolas Maduro na cúpula da Alba em Havana, no dia 14 de dezembro de 2019.

A Aliança Bolivariana para os Povos da América (Alba) encerrou sua cúpula neste sábado em Havana com um apelo à unidade de seus membros, diante da "política agressiva e intervencionista" dos Estados Unidos.

"Os desafios que enfrentamos reafirmam a necessidade de fechar fileiras diante de ameaças, interferências e agressões externas", afirma a declaração final da XVII cúpula da organização lançada há 15 anos pelos desaparecidos Fidel Castro e Hugo Chávez.

O texto, lido pelo ministro das Relações Exteriores de Cuba, Bruno Rodríguez, condena "a política agressiva e intervencionista do governo dos Estados Unidos, que com a cumplicidade das oligarquias nacionais e da mídia corporativa, juntamente com as conseqüências da aplicação estrita de modelos neoliberais desumanos, são as causas principais da perigosa instabilidade regional".

A declaração condena "o golpe de Estado contra o governo constitucional" de Evo Morales na Bolívia, repudia "as ameaças do uso da força pelo governo dos Estados Unidos contra a Venezuela", bem como "as repetidas tentativas desestabilizadoras contra o governo "de Daniel Ortega na Nicarágua.

A cúpula acontece em um momento em que o governo Donald Trump aumenta suas sanções econômicas contra Venezuela, Cuba e Nicarágua, países que ele chama de "troika da tirania".

Ao abrir a cúpula pela manhã, acompanhado pelos presidentes Nicolás Maduro (Venezuela) e Daniel Ortega (Nicarágua), o presidente cubano Miguel Díaz-Canel pediu para que se "enfatize a Alba como plataforma de coordenação política e defesa da independência, o paz e integração regional".

Atualmente, fazem parte da Alba Antígua e Barbuda, Cuba, Dominica, Granada, Nicarágua, São Cristóvão e Nevis, São Vicente e Granadinas, Suriname e Venezuela.