Alckmin anuncia Tebet como líder da área social do governo de transição

Simone Tebet, Lula e Geraldo Alckmin (Foto: NELSON ALMEIDA/AFP via Getty Images)
Simone Tebet, Lula e Geraldo Alckmin (Foto: NELSON ALMEIDA/AFP via Getty Images)
  • Simone Tebet vai integrar equipe de governo de transição

  • Alckmin reforça importância de eficiência econômica com rede de proteção social

  • Senadora é cotada para assumir Ministério da Cidadania

O vice-presidente eleito e coordenador do governo de transição, Geraldo Alckmin (PSB), anunciou nesta terça-feira (8) a senadora Simone Tebet (MDB) como líder do grupo que vai discutir medidas para a área social no governo de transição.

A declaração de Alckmin ocorreu logo após o líder nacional do MDB, deputado federal Baleia Rossi, afirmar que o partido decidirá sobre a adesão ao governo de Luiz Inácio Lula da Silva (PT), presidente eleito que assume em 2023.

O vice-presidente eleito recebeu Tebet para uma reunião em hotel na área central de Brasília na manhã de hoje. Na saída do local, falou à imprensa sobre a participação da ex-candidata ao Planalto na equipe de transição.

“Simone é uma das grandes lideranças do nosso país. Ela vai nos ajudar num grupo importantíssimo. Temos dois desafios grandes: um é econômico e outro social. E eles não disputam, são sinérgicos, se somam, se complementam, não são excludentes. É preciso ter uma agenda de eficiência econômica, de competitividade e, de outro lado, ter uma rede de proteção social. A Simone com sua experiência e sensibilidade, a força da mulher, vai trabalhar conosco na área de desenvolvimento social. É uma área importantíssima”, afirmou.

Alckmin ressaltou que a participação de Tebet nesses primeiros trabalhos não tem necessariamente relação com a entrada dela no governo, como ministra.

Todavia, apontou que Simone tem “espírito público” para assumir qualquer área.

“Não temos designados coordenadores, designamos lideranças. Claro que ela tem expertise, experiência e espírito público para ser ministra de qualquer área, mas não tem relação entre transição e ministério. São coisas diferentes”, apontou.

A equipe de transição terá pelo menos 28 grupos temáticos divididos em diversas áreas.

Segundo Tebet, que também falou com os jornalistas, o primeiro passo é fazer uma avaliação do atual governo do presidente Jair Bolsonaro (PL) e, na sequência, tratar da geração de empregos e da pauta social, principalmente.

“A gente tem que fazer duas divisões. Por mais que tenha mais de 28 temas, setores a serem trabalhados, na verdade eles se dividem em apenas dois. A parte econômica, que é a atividade meio para se alcançar um fim, qual é o grande fim neste projeto que se sagrou campeão nas urnas: é a pauta social, e é disso que nós temos que tratar. Da fome, da geração de empregos, de renda e de recursos para fazer políticas públicas. De habitação, melhorias nas áreas de saúde e educação. Nós vamos colaborar, mas ainda não discutimos detalhes”, disse a senadora.

Segundo informações do jornal O Globo, Tebet conversou com Baleia Rossi e foi incentivada por ele a aceitar a função indicada por Alckmin.

A ex-candidata do MDB é cotada para assumir o ministério da Cidadania no governo de Lula, pasta que deverá mudar de nome e ser chamada de Desenvolvimento Social.