Alckmin critica bloqueio de rodovias e questiona quem pagará prejuízo

BRASÍLIA, DF, 03.11.2022 - GOVERNO-TRANSIÇÃO: O vice-presidente eleito do país, Geraldo Alckmin (PSB), ao lado de Aloizio Mercadante (PT) e Gleisi Hoffmann (PT), durante coletiva no Palácio do Planalto, em Brasília, nesta quinta-feira. (Foto: Gabriela Biló/Folhapress)
BRASÍLIA, DF, 03.11.2022 - GOVERNO-TRANSIÇÃO: O vice-presidente eleito do país, Geraldo Alckmin (PSB), ao lado de Aloizio Mercadante (PT) e Gleisi Hoffmann (PT), durante coletiva no Palácio do Planalto, em Brasília, nesta quinta-feira. (Foto: Gabriela Biló/Folhapress)

BRASÍLIA, DF (FOLHAPRESS) - O vice-presidente eleito Geraldo Alckmin (PSB) classificou nesta quinta-feira (3) como "grave" as manifestações pelo país que obstruíram rodovias. Ele afirmou que o fechamento das estradas pode "comprometer a saúde das pessoas, abastecimento de hospitais, alimentação" e outros serviços.

"A pergunta é: quem vai pagar esses prejuízos? Quem paga isso? Quem vai ser responsabilizado por esse prejuízo?", disse.

A afirmação foi dada no Palácio do Planalto após reunião com o ministro da Casa Civil, Ciro Nogueira, e da Secretaria-Geral da Presidência, Luiz Eduardo Ramos.

O presidente Jair Bolsonaro (PL) não participou do encontro. A presidente do PT, Gleisi Hoffmann, e o ex-ministro petista Aloízio Mercadante, que deve ocupar algum cargo de destaque no próximo governo, também participaram da reunião no Palácio do Planalto.

Bolsonaro ficou no Planalto por volta de meia hora, e voltou para o Palácio da Alvorada em seguida.

Eleito como companheiro de chapa do presidente eleito Luiz Inácio Lula da Silva (PT), Alckmin também afirmou que são "totalmente despropositados" os protestos de cunho golpista que se negam a aceitar o resultado da eleição.

"O presidente Lula deixou claro no seu discurso pós-eleição: nossa tarefa é unir o Brasil, trabalhar, ter uma agenda de propostas, melhorar a vida da população e bola para frente. A transição começou e agora é fazê-la da melhor maneira possível", disse.

Ele criticou o fato de o fechamento de rodovias limitar a locomoção da população. "Uma coisa é manifestação, outra coisa é limitar direito de ir e vir das pessoas", afirmou.

Os bloqueios de rodovias começaram logo após ser declarada a derrota de Bolsonaro nas eleições. Nesta quinta, caiu para cinco o número de estados com obstrução de rodovias no Brasil. No primeiro boletim da PRF (Polícia Rodoviária Federal) desta quinta, eram 11 os estados com mobilizações golpistas que contestam o resultado do pleito presidencial.

De acordo com as redes sociais das PRFs de cada estado, porém, Goiás, Minas Gerais, Mato Grosso do Sul, Rio Grande do Sul, Acre e Amazonas não têm mais bloqueios.

Os dois estados com maior número de mobilizações, Santa Catarina e Mato Grosso, apresentaram queda considerável no número de protestos. O primeiro, que começou o dia com 30 interdições, no meio da tarde tem 6; o segundo caiu de 27 obstruções para 14.

Desde terça-feira, o Palácio do Planalto realiza reuniões com AGU, CGU e Economia para tratar sobre transição. Nesta quinta, o secretário-executivo da Casa Civil, Jônathas Assunção, pediu aos outros ministérios que indiquem nomes para compor Gabinete de Apoio à Transição (GAT).

A Casa Civil convocou uma reunião com todos os indicados, por parte do governo, para sexta-feira (4).