Alckmin e Haddad lideram rejeição eleitoral na disputa pelo Governo de SP, mostra Datafolha

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Fernando Haddad (PT) e Geraldo Alckmin (PSDB) (Foto: Reuters/Getty Images)
Fernando Haddad (PT) e Geraldo Alckmin (PSDB) (Foto: Reuters/Getty Images)

Pré-candidatos que despontam na corrida eleitoral para o Governo de São Paulo, Geraldo Alckmin, que está em vias de deixar o PSDB, e Fernando Haddad (PT) são também os postulantes para 2022 que têm as maiores taxas de rejeição no eleitorado, segundo pesquisa do Datafolha. 

No caso de Alckmin, 36% dos entrevistados dizem que não votariam nele de jeito nenhum no primeiro turno. O percentual de Haddad é de 34%. Na sequência vêm: Guilherme Boulos (PSOL, com 27%), Arthur do Val, o Mamãe Falei (Patriota), Márcio França (PSB), ambos com 20%, e Rodrigo Garcia (PSDB, com 17%). 

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São também 17% os que se recusam a escolher Abraham Weintraub (sem partido). Tarcísio de Freitas (sem partido) e Vinicius Poit (Novo) são refutados, cada um, por 16%. Uma parcela de 7% rejeita todos, 3% não rechaçam ninguém e 4% não opinaram. 

A situação de Alckmin e Haddad, de certa forma, replica no âmbito estadual o que ocorre no plano nacional, em que os líderes do levantamento do Datafolha, Jair Bolsonaro (sem partido) e Luiz Inácio Lula da Silva (PT), são os que também enfrentam os maiores índices de rejeição. 

O instituto ouviu 2.034 pessoas com 16 anos ou mais, em 70 municípios do estado, de segunda (13) a quarta-feira (15) da semana passada. A margem de erro da pesquisa é de dois pontos percentuais, para mais ou para menos. 

A pesquisa também apontou que Alckmin lidera com 26% de intenção de votos um cenário que conta, entre outros, com Haddad. O petista vem em segundo, com 17%, empatado tecnicamente com França, que tem 15%. Em um cenário sem o ex-governador, o ex-prefeito da capital é quem passa ao topo, com 23%, seguido por França (19%). 

Já no quesito rejeição, Alckmin possui as maiores taxas entre entrevistados do sexo masculino (37%), pessoas de 25 a 34 anos (41%), com escolaridade de nível superior (42%) e na faixa de dois a cinco salários-mínimos (38%). 

A rejeição a Haddad fica também em 37% entre homens, chega a 38% na fatia de 35 a 44 anos, também é de 42% entre pessoas com curso superior e alcança 48% entre os representantes da parcela mais rica do eleitorado, aqueles que têm renda acima de dez salários-mínimos. 

Enquanto Alckmin sofre a maior resistência, quanto à ocupação dos entrevistados, dentro do grupo de funcionários públicos, com uma taxa de rejeição na casa dos 48%, Haddad enfrenta sua maior desconfiança no segmento dos empresários, com um índice de 51%. 

Quando se leva em conta o partido de preferência do entrevistado, os resultados são os esperados. O ex-governador tem rejeição de 23% entre os que simpatizam com o PSDB e 51% entre os que gostam do PT; o ex-prefeito é recusado por 48% dos que admiram o PSDB e 14% dos que têm o PT como sigla predileta. 

Alckmin é afetado pela taxa de reprovação do governo João Doria (PSDB), que atingiu o patamar de 38%. Entre os que avaliam a atual gestão como ruim ou péssima, o percentual dos que afirmam não votar de jeito nenhum no ex-governador são 41%. No mesmo estrato, a aversão a Haddad é de 45%. 

Boulos, o terceiro mais rejeitado no quadro geral (27%), amarga resultados piores entre quem ganha acima de dez salários (51% se negam a votar no ativista) e funcionários públicos (41%). Entretanto, tem baixas taxas de rejeição entre os que se declaram homo ou bissexuais (apenas 16% não o escolheriam na urna).

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