Alckmin é ovacionado por petistas, agradece Lula e faz até piada com chuchu

Geraldo Alckmin falou à distância no evento (NELSON ALMEIDA/AFP via Getty Images)
Geraldo Alckmin falou à distância no evento (NELSON ALMEIDA/AFP via Getty Images)

Na oficialização de Luiz Inácio Lula da Silva (PT) como candidato à presidência nas eleições de outubro, um dos destaques ficou por conta do vice de sua chapa, Geraldo Alckmin (PSB). Antigos rivais políticos, eles se uniram em frente para derrotar o atual presidente Jair Bolsonaro (PL) e viram um público historicamente oposto ao ex-governador de São Paulo o aplaudir fervorosamente após ele abrir os discursos do evento.

“Prometemos hoje ao Brasil um governo verdadeiramente democrático. Prometemos ao Brasil usar seu potencial de grandeza para construir a prosperidade que todo brasileiro merece. Prometemos ao Brasil um governo que não mais ignore o sofrimento do seu povo diante de qualquer ameaça. Prometemos jamais por em risco a segurança da biodiversidade, valorizar a riqueza do meio ambiente”, afirmou Alckmin em meio a muitos aplausos.

O histórico de rivalidade entre candidato a presidente e vice, neste momento, foi totalmente deixado pra trás. Mesmo à distância, já que não pode estar presencialmente por estar com covid, Alckmin agradeceu a Lula pela chance e fez até piada com o nome do ex-presidente e seu apelido nos anos de governo paulista, ‘chuchu’.

“O desafio é grande, mas não desanimemos. Até o final dessa eleição, presidente Lula, vamos estar juntos apoiando e defendendo o seu governo, até que o seu trabalho tenha sido completamente realizado, porque é disso que o Brasil precisa. Presidente Lula, mesmo que muito discordem da sua opinião, de que Lula é um prato que combina com chuchu, eu quero dizer, perante a toda sociedade brasileira: muito obrigado”, finalizou ele.

Confirmação de Alckmin como vice

No dia 8 de abril, o PSB realizou um evento oficial para indicar Geraldo Alckmin (PSB) para concorrer a vice na chapa presidencial do ex-presidente Lula. Gleisi Hoffmann, presidente Nacional do PT, também esteve no evento.

Chamado por Gleisi de "companheiro Geraldo Alckmin", o ex-governador de São Paulo agradeceu a confiança a a honra de ter sido indicado para ser vice de Lula. "Política não é uma arte solitária, nós vamos somar esforços para a construção do nosso país", disse Alckmin. "Temos hoje um governo que atenta a democracia e atenta contra as instituições."

"O presidente Lula, no último ano de seu governo, em 2010, o PIB brasileiro cresceu 7,5%. Quero somar meus esforços ao presidente Lula para a gente recuperar renda, empregos dos brasileiros e a população poder ter dias melhores. Chega de sofrimento para o povo brasileiro", afirmou. "Vamos colocar nosso nome à disposição para que a gente possa trabalhar pelo Brasil."

Lula afirmou que a relação entre PT e PSB é histórica. "Conseguimos demonstrar que duas forças que têm projeto, duas forças que têm princípios podem se juntar em um momento que é de interesse do povo", disse o ex-presidente. O petista elogiou Gleisi Hoffmann e afirmou que a presidente do partido não tem medido esforços para que Lula e Alckmin vençam a eleição.

Ao falar com Geraldo Alckmin, Lula pediu para ser chamado de "companheiro Lula" e avisou que chamará o colega de chama de "companheiro Alckmin". O ex-presidente afirmou que a polarização que protagonizou contra Alckmin e Serra era uma "polarização civilizada", em que os adversários se respeitava.