Alckmin exalta democracia e critica Zambelli: 'A lei é para todos, e não se pode estar armado neste momento'

Ao votar num colégio da Zona Sul de São Paulo neste domingo, o ex-governador Geraldo Alckmin (PSB), candidato a vice na chapa de Luiz Inácio Lula da Silva (PT), exaltou a democracia, pregou a paz e criticou a postura da deputada Carla Zambelli (PL-SP).

A deputada federal, apoiadora do presidente Jair Bolsonaro (PL), sacou uma arma e apontou para um homem na tarde do último sábado no bairro nobre dos Jardins, em São Paulo. A parlamentar afirma ter sido hostilizada por "militantes de Lula".

A resolução 23.708/2022 do Tribunal Superior Eleitoral (TSE) proíbe armas 24 horas antes e depois das eleições, para impedir tentativas de tumultuar o pleito eleitoral. A deputada vai ser investigada por suspeita de crime eleitoral de porte de arma de fogo.

— Acho lamentável. Não é com violência e dando tiro que se deve fazer o processo político — afirmou o ex-governador de São Paulo. — E mais: a lei é para todos. Não se pode estar armado neste momento (...) A índole do povo brasileiro é de paz e convivência. Isso não é da cultura da nossa população. É um momento excepcional que vai passar — declarou Alckmin.

Alckmin aguardou na fila para votar, tirou fotos com eleitores e foi recebido com simpatia. No entanto, ao chegar em sua seção eleitoral, um eleitor o chamou de traíra. O ex-governador manteve-se em silêncio.