Alckmin, Haddad e França lideram disputa para o Governo de São Paulo, mostra Datafolha

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  • Geraldo Alckmin
    Médico e político brasileiro, ex-governador de São Paulo
  • Fernando Haddad
    Professor, advogado e político brasileiro, ex-prefeito de São Paulo
  • João Doria
    Empresário, jornalista, publicitário e político brasileiro, 37.º Governador de São Paulo
**ARQUIVO**  SÃO PAULO, SP, 10.12.2019 - O ex-governador Geraldo Alckmin. (Foto Gabriel Cabral/Folhapress)
**ARQUIVO** SÃO PAULO, SP, 10.12.2019 - O ex-governador Geraldo Alckmin. (Foto Gabriel Cabral/Folhapress)

SÃO PAULO, SP (FOLHAPRESS) - A mais recente pesquisa do Datafolha sobre a eleição para a sucessão de João Doria (PSDB) no governo paulista explicita o peso da articulação em curso para atrair o ex-governador Geraldo Alckmin (sem partido) para a vaga de vice na chapa presidencial de Luiz Inácio Lula da Silva (PT).

Os três envolvidos na negociação com interesses locais lideram a corrida para o Palácio dos Bandeirantes: em três cenários diferentes, pontuam à frente Alckmin, o ex-prefeito paulistano Fernando Haddad (PT) e o ex-governador Márcio França (PSB).

A ideia de ter o ex-tucano como vice de Lula foi elaborada pelos dois últimos, com o beneplácito do líder máximo petista. Adversários da ideia, que querem ver Alckmin na corrida paulista, apontam que a jogada só visou retirá-lo do páreo.

O Datafolha traçou os cenários ao ouvir 2.034 eleitores de 13 a 16 de dezembro, em 70 municípios do estado. A margem de erro é de dois pontos percentuais para mais ou menos. Doria foi escolhido pré-candidato a Presidência pelo PSDB, e descarta concorrer à reeleição como governador.

Na hipótese A, Alckmin lidera com 28%, seguido por Haddad (19%), França (13%), Guilherme Boulos (PSOL, 10%), o ministro Tarcísio Gomes de Freitas (sem partido, 5%), Arthur do Val (Patriota, 2%) e a dupla Vinicius Poit (Novo) e Abraham Weintraub (sem partido), com 1%. Brancos e nulos somam 16%, e 4% não opinaram.

Esse cenário parece difícil de resistir às articulações, não só sobre Alckmin: Boulos e Haddad também podem entrar em algum tipo de acordo envolvendo a chapa nacional.

Além disso, ele não inclui o vice-governador Rodrigo Garcia (PSDB) porque, quando o levantamento começou a ser feito, Alckmin ainda estava no PSDB e o instituto não opõe dois nomes da mesma sigla.

Em relação à intenção de voto dos principais candidatos, há estabilidade em relação ao aferido na rodada anterior, em setembro.

No cenário B, considera-se que Alckmin deixou a corrida, mas França e Boulos permanecem. Aqui, o ex-prefeito petista lidera com 28%, acima dos 23% registrados há três meses.

Já França permanece com 19%, Boulos oscila de 13% para 11%, Tarcísio, de 6% para 7%, Garcia, de 5% para 6%, Arthur do Val, de 5% para 3%, Weintraub, de 2% para 1%, e Poit fica em 1%. Os votos brancos e nulos são 21%, e 4% não responderam.

No cruzamento de dados, 30% dos eleitores do ex-governador optam por Haddad, 19% por França, e 13%, por Garcia.

Nesta pesquisa, o instituto testou um novo cenário, simulando um acordo em que tanto Alckmin quanto Haddad deixam a corrida, supondo aqui que o ex-prefeito talvez concorra ao Senado, como defende o PSB e como rejeita majoritariamente o PT.

Nele, o ex-governador França assume a posição de liderança com os mesmos 28% dos rivais, seguido por Boulos com 18%. Tarcísio (9%) empata novamente com Garcia (8%), ambos se descolando do pelotão de trás --Arthur do Val fica com 4%, Weintraub, 2%, e Poit, 1%.

Aqui, o butim do eleitorado alckmista é dividido por França (32%), que foi seu vice e é um aliado próximo, Garcia (18%) e Boulos (10%). Entre os eleitores do ex-prefeito paulistano, 30% vão de França e 30%, com o nome do PSOL.

A dança de posições mostra a interdependência da negociação nacional com os cenários paulistas. Alckmin queria sair candidato pelo PSDB mesmo, mas Doria cumpriu o acordo feito em 2018 com Garcia e o indicou à sucessão.

A briga interna no DEM, depois da derrota do grupo de Rodrigo Maia na eleição vencida por Arthur Lira (PP-AL) na Câmara em fevereiro, resolveu um problema para o governador tucano: Garcia saiu do partido e filiou-se ao PSDB, evitando assim que Alckmin o desafiasse na base.

Apesar da posição ainda modesta nas pesquisas, há uma certeza entre governistas e adversários de Doria de que Garcia tende a crescer pelo domínio da máquina estadual. Há R$ 50 bilhões em obras e investimentos diversos disponíveis até o fim de 2022, e o vice já é uma espécie de primeiro-ministro do governo.

Isso o coloca em contato estreito com prefeitos, a base de qualquer eleição em São Paulo --mesmo o relativamente desconhecido França quase elegeu-se em 2018, quando perdeu um segundo turno acirrado para Doria, por ter trabalhado esse contato.

Afora o balé Alckmin-Haddad-França, outro nome que chama a atenção é o do ministro da Infraestrutura, Tarcísio, que é o candidato preferido do presidente Jair Bolsonaro (PL). Ele ainda não decidiu por qual partido deve concorrer, mas os números lhe são favoráveis para um neófito. Ele deverá engolir a postulação do ex-ministro da Educação Weintraub.

Na pesquisa espontânea, por exemplo, Tarcísio pontua com 2%, o mesmo que Boulos e França, empatado tecnicamente com Alckmin (3%), Haddad (3%) e Doria (4%) --aqui o entrevistado responde sem um cartão com nomes, daí o atual governador aparecer.

Em termos de perfil de eleitorado, sem grandes surpresas. Tomando o cenário mais amplo, o A, como base, Alckmin vai melhor entre os menos instruídos (33%), moradores do interior (33%) e mais pobres (31%).

Já no cenário liderado por Haddad, o petista pontua melhor entre jovens de 16 a 24 anos (31%) e entre quem ganha até 2 salários mínimos (33%).

Naquele em que França está na frente, a intenção de voto é bastante homogênea, com pior desempenho entre jovens (20%) e mais ricos (21%).

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