Alckmin não será ministro no novo governo, garante Lula

Lula e Geraldo Alckmin estiveram hoje (10) no CCBB de Brasília (REUTERS/Diego Vara)
Lula e Geraldo Alckmin estiveram hoje (10) no CCBB de Brasília

(REUTERS/Diego Vara)

  • Lula garante que Alckmin não será ministro;

  • "Ele não disputa vaga de ministro porque é o vice-presidente", afirmou;

  • Alckmin está, atualmente, comandando a equipe de transição de governo.

O presidente eleito, Luiz Inácio Lula da Silva (PT), garantiu nesta quinta-feira (10) que o vice-presidente Geraldo Alckmin (PSB) não será ministro no futuro governo. A declaração foi feita durante a visita ao Centro Cultural Banco do Brasil (CCBB), em Brasília, onde ocorrem os trabalhos de transição de governo. A equipe responsável pelo processo é comandada por Alckmin.

"Eu fiz questão de colocar o Alckmin como coordenador para que ninguém pensasse que o coordenador vai ser ministro. Ele não disputa vaga de ministro porque é o vice-presidente", declarou.

Esta foi a primeira visita de Lula à sede da transição de governo. Ele estava acompanhado de outros aliados, como Alckmin, a presidente nacional do PT, Gleisi Hoffmann, e sua esposa, Janja.

Na semana passada, o vice-presidente informou que a equipe de transição contaria com cerca de 50 nomes e membros de diferentes partidos. Até o momento, foi anunciada a participação da senadora Simone Tebet, dos economistas Pérsio Arida e André Lara Resende, e dos ex-ministros Alexandre Padilha, Humberto Costa, Aloizio Mercadante e Nelson Barbosa.

Ontem (9), o Estadão conseguiu fotografar uma lista com anotações de Alckmin que revelam nomes ainda não divulgados. Entre eles, o da ex-prefeita Marta Suplicy, do procurador Jorge Messias – que ficou conhecido como ‘Bessias’ – e do jornalista Franklin Martins

Lula se emociona ao falar sobre fome

Durante o discurso no CCBB, o petista não segurou as lágrimas ao admitir que terá “cumprido sua missão se vida” se conseguir garantir que “cada brasileiro” volte a “tomar café, almoçar e jantar” em seu governo.

Aplaudido, o presidente eleito ainda afirmou que agora “é a hora dos mais necessitados” e que trabalhará para “reestabelecer a dignidade do nosso povo”.