Alckmin recebeu R$ 4 milhões de empresas investigadas por fraude e formação de cartel

Candidato à reeleição no Governo de São Paulo, o atual governador Geraldo Alckmin (PSDB) recebeu R$ 4 milhões em doações para sua campanha de três empresas investigadas por fraudes e formação de cartel nas licitações do metrô de São Paulo e do Distrito Federal. O valor corresponde a 70% dos R$ 5,7 milhões obtidos pela campanha até o momento.

Alckmin, que lidera a corrida pelo Palácio dos Bandeirantes com 55% das intenções de voto de acordo com o Datafolha, respondeu ao fato por meio de nota de sua assessoria, que afirma que a "campanha aceita apenas doações que estão de acordo com a Constituição. A Lei nº 9.504/97 (art. 24) permite que qualquer pessoa física ou jurídica, que esteja de acordo com as normas, participe do processo eleitoral".

Das três empresas doadoras, duas já são rés em processo que correm na Justiça. A CR Almeida S/A Engenharias de Obras doou R$1 milhão à campanha, enquanto a Queiroz Galvão fez doação de R$ 2 milhões. Investigada pelo Cade (Conselho Administrativo de Defesa Econômica) por formação de cartel, a Serveng Civilsan S/A Empresas Associadas de Engenharia também fez doação de R$ 1 milhão.

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Principais rivais de Alckmin na disputa pelo Governo de São Paulo, Paulo Skaf (PMDB) e Alexandre Padilha (PT), divulgaram que suas campanhas já arrecadaram, respectivamente, R$ 4,3 milhões e R$ 203 mil em doações.