Alcolumbre diz que pedirá a Maia para votar apenas a inclusão de estados e municípios na Previdência

Isabella Macedo
O presidente do Senado, Davi Alcolumbre, disse que o espírito da proposta é incluir os estados e municípios

BRASÍLIA - O presidente do Senado, Davi Alcolumbre (DEM-AP), afirmou na manhã desta sexta-feira que pedirá para que a Câmara “esqueça” os acréscimos feitos na Proposta de Emenda à Constituição (PEC) para que inclui estados e municípios na reforma da Previdência. Durante a tramitação das mudanças no sistema previdenciário, a Câmara retirou da proposta os estados e municípios, que teriam de fazer suas próprias mudanças.

- A gente tem que voltar do recesso e resolver esse problema. Eu, Davi, acho e vou pedir a Rodrigo Maia para conseguir os votos para estados e municípios. Esquece o resto e aí volta para o Senado e gente faz só o que prometeu que ia fazer, incluir estados e municípios - afirmou Alcolumbre.

O amapaense disse ainda concordar com o presidente da Câmara, Rodrigo Maia (DEM-RJ) e que o “espírito” da proposta, que ganhou o apelido de PEC Paralela, era incluir as unidades federativas e as cidades, e não suavizar a reforma Previdenciária aprovada neste ano.

- Quando a gente criou a PEC paralela, nosso sentimento era de incluir estados e municípios. Sempre foi esse, falei desde o primeiro dia ‘olhem com cuidado, o Senado é a Casa da federação, não dá pra ajustar as contas da União e largar estados e municípios, que daqui a pouco vão quebrar também” - completou o senador.

A proposta sofreu alterações durante sua tramitação, com inclusão de outros temas que poderia reduzir a economia da reforma da Previdência em cerca de R$ 100 bilhões em 10 anos, como a suavização das regras de transição para mulheres. Nesta semana, Maia afirmou que vai trabalhar apenas para aprovar estados e municípios.

- Acho que da forma como está colocado, nós vamos dar um passo atrás. Afinal perder mais R$ 100 bilhões nas economias que a Câmara e o Senado fizeram em relação a reorganização da previdência social brasileira – disse o presidente da Câmara na última segunda-feira.