Alcolumbre diz que recesso parlamentar "provavelmente" será mantido

Julia Lindner
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Marcos Brandão / Presidência do Senado

BRASÍLIA - O presidente do Senado, Davi Alcolumbre (DEM-AP), afirmou nesta quarta-feira, em plenário, que o recesso parlamentar "provavelmente" vai acontecer, mas a decisão só será tomada oficialmente no final da semana. O presidente da Câmara, Rodrigo Maia (DEM-AP), tem defendido que os trabalhos legislativos sejam parcialmente mantidos em janeiro para que propostas prioritárias sejam apreciadas. Do contrário, as atividades das Casas serão suspensas no próximo dia 22 e retomadas apenas em 1º de fevereiro.

- Eu vou informar na sexta-feira porque hoje seria a última sessão, mas a Câmara está votando uma MP (Medida Provisória do Profut). Essa presidência na sexta-feira vai informar sobre a questão do recessos, mas cumprindo a questão regimental provavelmente teremos recesso parlamentar - disse Alcolumbre após ser questionado sobre o assunto por Jorge Kajuru (Cidadania-GO).

Ontem, no Senado, ganhou força a discussão para que as férias dos parlamentares fossem suspensas em razão da pandemia do novo coronavírus. O senador Renan Calheiros (MDB-AL) sugeriu uma pauta fechada (pré-definida por acordo entre os senadores), a ser votada remotamente nas próximas semanas. Alcolumbre não se manifestou sobre o pleito de Renan e outros parlamentares.

- Nessa circunstância, sem nós termos resolvido ainda a questão da imunização da vacina, sem prazo, sem nenhuma definição, nós não temos orçamento, nós não temos o que colocar no lugar do auxílio emergencial, nós temos um déficit de R$1 trilhão, déficit fiscal, eu acho, Sr. Presidente, que fazer um recesso este ano, excepcionalmente, é um acinte à sociedade e à própria representação que nós significamos aqui no Senado e na Câmara dos Deputados - disse Renan.

Aliada do emedebista, a senadora Kátia Abreu (PP-TO) também defendeu a suspensão do recesso e pediu para que Alcolumbre colocasse o tema em votação.

- Quero apoiar essa posição de nós trabalharmos remotamente, não precisa ser presencial, e os líderes fazerem essa pauta. Agora, eu gostaria de pedir a V. Excelência, que eu sei que sempre agiu com muita correção e democracia, que nós pudéssemos consultar o Plenário, numa votação nominal, quem topa continuar, quem concorda em não fazer o recesso em janeiro, para que nós possamos fazer o trabalho de forma remota e com uma pauta preestabelecida, sem surpresas. Nós temos muitas matérias atrasadas - declarou Kátia.

A senadora Simone Tebet (MDB-MS) fez coro aos senadores e disse que os parlamentares deveriam voltar a trabalhar em janeiro, com pelo menos uma semana de sessão presencial:

- Fica aqui o meu reconhecimento e, ao mesmo tempo, corroboro e faço coro para que nós possamos voltar a trabalhar em janeiro, na data que V. Excelência (Alcolumbre) estabelecer, e que possamos ter, pelo menos, uma semana no presencial para que projetos complexos como esse sejam votados aqui, conversando e dialogando pelo bem do Brasil.