Além da Americanas: relembre outras empresas que apresentaram rombos gigantescos

Gigante do varejo, Americanas anunciou uma inconsistência contábil de R$ 20 bilhões
Gigante do varejo, Americanas anunciou uma inconsistência contábil de R$ 20 bilhões
  • IRB, Via, Itapemirim e CVC ecoam na cabeça dos investidores;

  • Sergio Rial, novo CEO da Americanas, renunciou em 10 dias após descobrir a inconsistência;

  • Natureza do problema ainda não está completamente clara.

O recente caso da Americanas, cujo novo CEO, Sérgio Rial, renunciou ao cargo 10 dias depois de assumir ao descobrir uma inconsistência contábil de R$ 20 bilhões chocou o mercado.

A magnitude do valor, por exemplo, é maior do que o próprio valor de mercado da empresa e, embora muitos especulem que o problema seja de natureza contábil especulativo, a saída de Rial desanima os investidores, especialmente porque desde que foi anunciado seu comando o valor da ação da Americanas subiu 32%.

A Americanas, no entanto, não é a única companhia brasileira a enfrentar um possível rombo milionário nos últimos anos. Confira abaixo uma lista com outras empresas que tiveram problemas contábeis na história recente,

IRB

A IRB é o caso que mais tem sido comparado ao da Americanas. A resseguradora perdeu mais de 94% de seu valor de mercado desde 2020, quando erros contábeis e informações falsas sobre investimentos de Warren Buffett vieram a público. Os problemas, contudo, não pararam por aí. Em 2022 a IRB acumulou um prejuízo de R$ 350 milhões, que se somaram às perdas de R$ 250 milhões de 2021.

Via

A Via, antiga Via Varejo, é outra grande varejista que sofreu um problema contábil na casa dos bilhões, mais especificamente R$ 1,2 bilhão em seus resultados operacionais do quarto trimestre de 2019. Desde então, tanto por esses problemas quanto pelo desaceleramento do setor devido à pandemia, a Via não conseguiu recuperar seu valor de mercado, com analistas do mercado cada vez mais cortando o preço-alvo das ações.

CVC

Em 2020 a CVC, gigante das agências de turismo, detectou um rombo contábil de R$ 362 milhões referentes aos dois anos anteriores, ou seja, antes ainda do derretimento do mercado de viagens causado pela pandemia. Especialistas, entretanto, calculam que a maré de azar da empresa pode estar acabando, uma vez que o turismo é um dos setores mais aquecidos neste momento pós-pandemia.

Itapemirim

A companhia aérea Itapemirim, que não sai das páginas de notícias devido a sua conturbada recuperação judicial, é outra empresa que teve problemas contábeis em seu quadro financeiro. Até maio do ano passado a empresa possuía dívidas de R$ 106 milhões, um passivo tributário acumulado até outubro de 2021 de R$ 2,3 bilhões e inadimplências trabalhistas que remontam a dezembro de 2021.