Alemanha fornecerá seu mais moderno sistema antiaéreo à Ucrânia

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O chanceler da Alemanha, Olaf Scholz, anunciou que a Alemanha fornecerá à Ucrânia o seu mais moderno sistema antiaéreo, os mísseis teleguiados IRIS-T, no mesmo discurso em que rebateu as persistentes críticas de que o governo de Berlim está demorando para enviar armamentos pesados a Kiev.

— Nas próximas semanas continuaremos a entregar armas — disse Scholz nesta quarta-feira, em um discurso na Câmara Baixa do Parlamento.

A Alemanha também contribuirá com suporte técnico para um plano dos EUA de fornecer sistemas avançados de foguetes à Ucrânia, disse Scholz, sem fornecer detalhes.

Scholz descreveu o IRIS-T, fabricado pela Diehl Defence, com sede em Ueberlingen, na Alemanha, como “o sistema de defesa aérea mais moderno de que a Alemanha dispõe”, e disse que o equipamento é capaz de proteger grandes cidades de ataques.

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Scholz não especificou o número de mísseis fornecidos. A ministra das Relações Exteriores, Annalena Baerbock, disse em um discurso que levará "meses" para que os mísseis sejam entregues devido à natureza avançada da tecnologia.

— Na verdade, deveria ir para outro país, mas atuamos e providenciamos para que eles ficassem sem ele, e fosse para a Ucrânia — disse Baerbock. — São necessários esses sinais de médio e longo prazo que mostram que não desistimos da Ucrânia em três meses, mas que a defenderemos de acordo com nossos meios, sem nos envolvermos diretamente.

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Após a invasão da Ucrânia pela Rússia, a Alemanha alterou uma política de longa data de não enviar armas para zonas de conflito.

A coalizão do governo liderada por Scholz concordou em fornecer ao governo de Kiev armas, incluindo lançadores de foguetes antitanque, mísseis antiaéreos Stinger, mísseis terra-ar Strela, minas antitanque, metralhadoras, granadas de mão e munição.

No Twitter, Scholz disse que a Alemanha tem “enviado armas para a Ucrânia desde o início da guerra, incluindo armas pesadas. Os [blindados] Gepard e Panzerhaubitze 2000 não são outra coisa, coordenamos estreitamente com nossos parceiros e entregamos o que é útil — incluindo o sistema de última geração IRIS-T, que protege grandes cidades contra ataques aéreos”.

Em meio à intensa pressão para reforçar sua ajuda e entregar armas mais pesadas assim como alguns aliados, o governo também concordou em enviar sete obuses blindados de autopropulsão ​​e 50 veículos blindados antiaéreos Gepard.

No entanto, aparentes atrasos na entrega levaram o ministro das Relações Exteriores da Ucrânia, Dmytro Kuleba, a ainda dirigir críticas duras à Alemanha na segunda-feira.

— Há países que estamos esperando para entregarem ajuda, e países que já cansamos ​​de esperar — disse Kuleba em entrevista ao jornal italiano La Repubblica. — A Alemanha pertence ao segundo grupo.

A ministra da Defesa alemã, Christine Lambrecht, justificou o atraso dizendo que os soldados ucranianos precisam de 40 dias de treinamento para usar os obuses, enquanto os veículos ainda não estão em condições de serem enviados.

A Alemanha está trabalhando com vários países do Leste Europeu, incluindo a República Tcheca, em acordos de troca, segundo os quais esses Estados enviam equipamentos da era soviética para a Ucrânia. A Alemanha então paga pela entrega de tanques de reposição modernos.

Scholz disse aos parlamentares na quarta-feira que o governo de Praga enviará 20 tanques T-72 para a Ucrânia, que serão substituídos pela Alemanha, e que as negociações sobre novas entregas continuam. A Alemanha também fornecerá à Ucrânia um sistema de radar capaz de detectar artilharia, afirmou.

O chanceler se referiu a um acordo com a Grécia anunciado nesta semana, segundo o qual o governo de Atenas enviará veículos de combate de infantaria BMP-1 de 1994 à Ucrânia. A Grécia receberá veículos de combate Marder da Alemanha em troca, disse o Ministério da Defesa grego.

De acordo com Scholz, as armas adicionais que a Alemanha fornecerá incluem 12 sistemas de artilharia blindada de autopropulsão, em conjunto com a Holanda, e 54 veículos blindados de transporte de pessoal junto com a Dinamarca.

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