Alemanha, França e Reino Unido criticam ataque a aeroporto saudita

·1 minuto de leitura
Tanque das forças pró-governo iemenitas na base militar de Nehm, na província de Sanaa, em 7 de abril de 2016

O ataque ao aeroporto internacional de Abha, no sul da Arábia Saudita, reivindicado na quarta-feira pelos rebeldes houthis do Iêmen, foi uma "violação da lei internacional" que protege áreas civis, denunciaram diplomatas alemães, franceses e britânicos nesta quinta-feira (11).

Os três países afirmam "condenar veementemente" este ato e sublinham numa declaração conjunta que os "contínuos ataques deste tipo, que visam especificamente áreas civis em violação do direito internacional, ilustram a gravidade da ameaça representada pela proliferação de drônes para a estabilidade da região".

Os rebeldes houthis do Iêmen alegaram que atacaram alvos militares, mas a coalizão liderada pelos sauditas falou de um "crime de guerra" que punha civis em perigo.

A escalada ocorre em meio a uma tentativa de apaziguamento, depois que os Estados Unidos revisaram sua política para o Iêmen, aumentando a esperança de uma retomada do processo de solução política de um conflito que já dura vários anos.

O ataque coincidiu com a visita a Riade do novo enviado americano ao Iêmen, Timothy Lenderking, que se encontrou com o chefe da diplomacia saudita, o príncipe Faisal bin Farhan, segundo fonte oficial.

A coalizão liderada pela Arábia Saudita tem apoiado militarmente o governo do Iêmen desde 2015 contra os rebeldes.

A guerra no Iêmen causou dezenas de milhares de mortes e milhões de deslocados, segundo organizações internacionais, e causou a pior crise humanitária atual no mundo, segundo a ONU.

smk/mat/lpt/eg/ll/ap